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Sem obras, área de risco no JK recebe nova lona

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Bombeiros fizeram instalação em encosta de 50 metros de altura
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Bombeiros fizeram instalação em encosta de 50 metros de altura

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A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros trabalharam na manhã desta terça-feira (22) na instalação de uma lona na encosta, com cerca de 50 metros de altura, entre as ruas Adelaide Campos de Resende e José Teodoro dos Santos, no Bairro JK, Zona Sudeste. Uma das peças de proteção do talude, usadas para evitar a infiltração excessiva de água da chuva, estava rasgada e precisou ser substituída. O local é considerado área de risco e teve um grave deslizamento de terra em março de 2008, quando uma casa de dois andares e parte de outras duas construções da Rua José Teodoro desmoronaram, afetando residências também da Adelaide Campos, que fica abaixo. Na ocasião, um homem chegou a ficar soterrado, mas foi resgatado e sobreviveu.

O subsecretário de Defesa Civil, Márcio Deotti, explicou que a equipe está atuando na prevenção, já que o projeto para uma contenção definitiva no talude não pode ser executado no período chuvoso. "Como não tivemos condições de executar a obra, estamos fazendo uma proteção para garantir a segurança." Ele considerou o ponto como um dos mais preocupantes na cidade, principalmente por haver moradores na parte baixa do barranco. "Estamos monitorando 36 áreas de risco que já existiam e cadastramos cerca de outras 40. Vamos rever essas áreas para saber por que estão ocupadas e trabalhar para que essa ocupação não aumente."

Segundo Deotti, a Defesa Civil está dividida em duas seções: a operacional e a de monitoramento e prevenção. "O solo da cidade não é ruim, mas o pessoal abusa (nas construções), e o terreno perde estabilidade. Vamos fazer uma fiscalização rigorosa para diminuir todas essas áreas de risco", garantiu. O subsecretário lembrou que população precisa colaborar. "Mesmo com essa situação de risco (no talude do JK), tem gente que joga pedras e lixo na encosta, rasga lona, por puro vandalismo. Estamos fazendo nossa parte, mas a comunidade tem que ajudar, porque não é brincadeira, estamos mexendo com vidas." 

Clima de tensão

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A autônoma Tânia de Fátima Gonçalves, 43 anos, e outra 11 pessoas, incluindo uma criança, moram em uma casa conjugada de dois andares que teve o quintal, sala e cozinha dos fundos destruídos pela avalanche de terra em 2008. "Desde aquele dia, a vida está um tumulto. Quando chove, ficamos tensos, agitados, e nos aglomeramos na parte da frente." Ela contou que a família precisou ficar cerca de um ano em residências de parentes e de aluguel até o risco ser amenizado. No entanto, nos meses de dezembro de 2010 e 2011, dois novos deslizamentos preocuparam os moradores. "Já vão fazer cinco anos e nada definitivo foi feito. Só paliativos. A gente quer a vida de volta, porque ficar nessa tensão é horrível."

 A assessoria de comunicação da Secretaria de Obras informou que existe um projeto de contenção para a encosta com recursos da Caixa e que a licitação já foi encaminhada para análise do banco público. A pasta aguarda o retorno para dar início às obras, que deverão ser executadas fora do período chuvoso.

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