O verão começa hoje às 21h03 em todo o hemisfério Sul. No Brasil, a nova estação é aguardada, principalmente, por estar inserida nos meses com maior concentração de chuvas em todo o ano. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Juiz de Fora são aguardados, entre dezembro e março, acumulado de 1.042 milímetros, levando em consideração a média histórica do período, observada nos últimos 30 anos. Caso esta previsão se concretize, ela será alívio, principalmente, para os mananciais de abastecimento que operam com nível muito abaixo do esperado. Após o verão, a partir do dia 20 de março, tem início o outono e, com ele, o novo ciclo de estiagem. De acordo com o meteorologista Luiz Ladeia, do 5º Distrito do Inmet, nos meses a seguir, as precipitações devem ter comportamento próximo do esperado.
Outra característica do verão é que os dias são mais longos que as noites, e há grande variabilidade da condição do tempo. Por isso, é comum céu claro pelas manhãs, temperaturas elevadas à tarde e fortes pancadas de chuvas no início da noite e nas madrugadas. Tais precipitações deverão ocorrer pela associação de passagens de frentes frias com a formação de um sistema meteorológico conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul, que permite a entrada de grande concentração de umidade na região. No entanto, também podem ocorrer veranicos, que são períodos de estiagem entre sete e 15 dias dentro da fase de instabilidade. Ladeia estima que em Juiz de Fora a temperatura média ficará entre os 18 e os 26 graus. “Mas em alguns dias poderemos observar picos de calor de até 33 graus”, estima.
Primavera seca
Nos meses da primavera, entre setembro e dezembro, o acumulado de chuvas ficou muito aquém do esperado. Embora dezembro ainda não tenha terminado, e há previsão de tempestades até o fim do ano, a concentração de precipitações até a noite de sexta-feira era de somente 323,6 milímetros, quando eram esperados 705,9 milímetros.
Chamou atenção também as fortes ondas de calor, como a que atingiu a cidade em outubro. Na segunda quinzena do mês, uma forte cortina de fumaça densa e seca permaneceu no céu de Juiz de Fora por alguns dias. Em 19 de outubro, o Inmet registrou máxima de 36,6 graus, a maior temperatura registrada em 35 anos. Anteriormente o recorde pertencia ao dia 17 de fevereiro de 1969, com 36,2 graus, quando o instituto mantinha termômetro na Praça do Bairro Mariano Procópio. Desde 2007, a aferição é feita no Campus da UFJF.
