
Faltam apenas três dias para o início do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e muitos estudantes estão aproveitando esses últimos momentos para revisar conteúdos. No entanto, no meio de tantos assuntos, eles ficam em dúvida de o que priorizar. Para auxiliar nos estudos, a Tribuna conversou com três professores que irão dar dicas sobre os temas “queridinhos” do Enem e que devem cair na prova de Ciências humanas e suas tecnologias deste ano, que será aplicada no primeiro dia, juntamente com os conteúdos de Ciências da natureza e suas tecnologias. Já no domingo, os alunos irão responder questões de Linguagens, códigos e suas tecnologias, Matemática e suas tecnologias e escrever a redação.
A prova de Ciências humanas e suas tecnologias integra as disciplinas de história, geografia, sociologia e filosofia em 45 questões. Conforme a professora de história do Colégio Conexão Raphaella Ferrara, em uma mesma questão, podem estar inseridos contextos de todas essas matérias. A professora aposta na História do Brasil como principal cobrança no exame, principalmente o período colonial e o primeiro império. A docente do Cave Ana Maria Beraldo, que também leciona história, concorda. “O Enem cobra muito a evolução política e social do Brasil. A valorização do cidadão participando da construção da nação, algo que é sempre renovado.” Outras temáticas que devem aparecer, segundo Raphaella, são o avanço tecnológico e a sua relação com a revolução industrial, os movimentos sociais e os conflitos da atualidade, como grupos terroristas. “Os temas relacionados a datas comemorativas, como os 50 anos do golpe militar ou os cem anos do início da Primeira Guerra Mundial, esperava-se que fosse cair no ano passado e não caiu. Então, eu acredito que seja cobrado nesse ano.”
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Já em geografia, o professor Thiago Gerheim de Andrade, do Colégio Equipe, orienta que os candidatos revisem os conteúdos ligados a urbanização. “É interessante o aluno associar a questão da redução do crescimento populacional com as questões do processo de urbanização”, indica o docente. Ele também aposta nas questões ligadas ao campo. “É interessante os alunos entenderem os impactos da tecnologia associada à agricultura. A revolução verde também, que tem alterado a produção, aumentando o número de latifúndios.” Outros temas que podem cair são as questões sobre o setor energético, a crise hídrica no Brasil, a globalização e os blocos econômicos.
Na hora da incerteza, Raphaella indica que o aluno se ambiente sobre a época em que o fato ocorreu. O professor Thiago sugere que o estudante pule a questão de dúvida e depois retorne a ela. “Muitas vezes, uma outra dá orientação para responder aquela em que o aluno ficou em dúvida.” Ele também recomenda que o candidato não troque a opção marcada. “Mantenha a primeira análise porque, nos últimos minutos, no desespero, o aluno muda a alternativa, e essa mudança pode custar pontos. Um questão pode trazer prejuízo na nota do aluno.”
Em busca de apoio espiritual
Os candidatos que irão realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste fim de semana lotaram a Missa do Impossível, realizada na Avenida Sete de Setembro, no Bairro Costa Carvalho, região Sudeste. A celebração foi toda em intenção aos estudantes. “Diante do grande número de jovens que vem frequentando a igreja, eu pensei em realizar essa missa frente à necessidade deles. A intenção é pedir que o Espírito Santo esteja junto deles e lhes dê o dom da sabedoria, para que possam ter êxito na prova”, explica o padre Pierre Cantarino.
A estudante Roberta Valverde, 20 anos, vai fazer o exame pela terceira vez. Ela está em busca de uma vaga para medicina. “A prova acontece no Brasil inteiro e exige muito mais que o estudo. Exige preparo psicológico e espiritual. Eu vim na missa para pedir uma bênção, para acalmar meu corpo e minha mente. Uma oração sempre ajuda a iluminar os pensamentos”, afirma.
Laura de Oliveira, 18, também foi à missa em busca de sabedoria. Ela vai fazer a prova pela primeira vez e quer cursar administração. “Depois que eu comecei a vir a essa missa, a minha vida mudou bastante. Eu tinha muita dificuldade no aprendizado e, agora, tem sido mais fácil. Mas acredito que também é necessário nosso esforço e dedicação”, conclui Laura.
