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UFJF terá concurso para 218 professores efetivos

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Reitor Henrique Duque fez o anúncio nesta sexta
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Depois de chegar a ter setores com aulas apenas uma vez por semana no período de um mês devido à falta de professores, como aconteceu com o Instituto de Artes e Design (IAD), a UFJF anunciou, na manhã desta sexta-feira (21), a maior abertura de vagas para efetivos da história da instituição, com 218 novos cargos para docentes do ensino superior (ver quadro), com previsão de início de concursos em novembro. Todas elas já foram autorizadas pelo Ministério do Planejamento e distribuídas pelo Ministério da Educação (MEC). Em maio deste ano, a Tribuna publicou matéria mostrando a precarização acadêmica enfrentada pela universidade.

Na ocasião, a contratação de profissionais prevista pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) não acontecia como planejado, e unidades foram prejudicadas. No IAD, por exemplo, dos 241 professores com dedicação exclusiva que deveriam ser contratados entre 2008 e 2012, apenas 156 haviam sido admitidos como efetivos. Outros 85 entraram como temporários, com contratos precários.

Para o reitor Henrique Duque, a conquista destas vagas junto ao MEC representa uma mudança drástica na qualidade do ensino da UFJF. "Discordo que o ensino por professores substitutos ou temporários seja necessariamente de qualidade inferior. Existem excelentes profissionais que trabalham sob esta forma de contratação, mas concordo que, em termos de continuidade de trabalho e de inserção de projetos de pesquisa e extensão, este mecanismo é desvantajoso. Com estas vagas para efetivos, não tenho dúvidas de que a instituição crescerá muito academicamente." A expectativa é de que, até 2014, a universidade possua mais de 1.500 cadeiras de efetivos, praticamente o dobro das registradas em 2006 (766).

 

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Reestruturação é o maior desafio

Para o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, o novo desafio da UFJF é a reestruturação dos modelos de ensino frente à ampliação dos cargos de efetivo, que vem dar aporte ao crescimento do número de alunos ao longo dos últimos anos. "Em todo este período, a estrutura dos cursos foi pouco modificada, mesmo com a criação do campus avançado de Governador Valadares. Há muito o que se reformular no currículo, como o modelo ultrapassado em que um jovem entre 17 e 18 anos é obrigado a decidir o que fazer pelo resto da vida."

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Magrone ressalta que, além da grade, é necessário reformular as bases pedagógicas na instituição. "É preciso renovar o conceito de aula, de turma, e preparar os docentes para lidar com a nova realidade dos alunos que ingressam na UFJF. Um dos pontos a serem tratados, por exemplo, é o investimento no uso pedagógico das tecnologias da informação, para o qual nem todos os professores estão preparados. Isso é uma necessidade essencial, já que os estudantes são verdadeiros nativos tecnológicos." O pró-reitor destaca, ainda, que este trabalho vem sendo desenvolvido pela Coordenação de Inovação Pedagógica, que poderá ampliar sua atuação frente ao novo quadro de efetivos.

Duque também apontou o investimento na qualidade profissional como um próximo passo a ser tomado. "A Administração Superior fez sua parte, conseguindo os postos. Agora vamos torcer para que cada unidade escolha os melhores profissionais em suas áreas." Para o vice-reitor José Luiz Rezende Pereira, a instituição não deve enfrentar problemas neste sentido. "Vários fatores têm atraído bons profissionais para o quadro da UFJF, como o fato de sermos multidisciplinares, a localização de nosso campus e pelo próprio nome que a universidade conquistou no cenário nacional."

 

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Vagas substituem temporários

Os postos anunciados ontem irão substituir os docentes que haviam sido chamados em caráter temporário, após decreto da presidência em 2011, que suspendeu a contratação de efetivos. Do total das novas vagas, 169 já têm destino definido: 85 contemplam a oferta proposta pelo Reuni e, até então, não cumprida, sendo 53 referentes ao ano de 2011 e 32, a 2012 (ver quadro). Destas, 18 estão previstas para a Faculdade de Engenharia, dez para a Faculdade de Educação, e oito para o Instituto de Artes e Design (IAD). O restante ainda não foi divulgado. As outras 84 cadeiras – destas 169 – integram o projeto de expansão do campus avançado de Governador Valadares.

Além destas, 40 posições farão parte do banco de professor equivalente. Com a instituição deste recurso, a UFJF poderá contratar, por meio de concursos públicos, professores efetivos, substitutos e visitantes sem depender de autorização específica dos ministérios da Educação e Planejamento, Orçamento e Gestão. A distribuição destes postos ainda será discutida nas unidades de ensino, para verificar a demanda de cada uma. Finalmente, as outra nove vagas serão referentes a vacâncias em função de aposentadorias, falecimentos e exonerações.

Segundo o reitor Henrique Duque, a conquista das cadeiras é resultado de um trabalho de seis meses junto ao MEC. "Com essas vagas de efetivos, o sucateamento da educação na UFJF está praticamente sanado. Teremos um número de professores substitutos permitido por lei para casos de licença-maternidade, afastamento por doenças e outros, mas o resto será todo de efetivos."

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Cargos comissionados

Além da contratação de efetivos, a universidade anunciou ontem a distribuição de 108 funções comissionais de coordenação de curso, que serão destinadas aos coordenadores da graduação e da pós-graduação strictu sensu. "Com essa medida, finalmente, a remuneração destes profissionais será feita da maneira correta. Historicamente, a UFJF vinha utilizando recursos da Fundação de Apoio e Desenvolvimento do Ensino da Pesquisa e Extensão (Fadepe) para este fim, porque era a única opção possível. Agora, os cargos passam a ser comissionados, isto é, terem uma remuneração específica para aquela função." O reitor anunciou que, até o ano que vem, o mesmo deve acontecer com os cargos de coordenação do Colégio de Aplicação João XXIII.

 

 

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