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Médicos que atendem planos de saúde paralisam hoje

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Médicos de todo o país realizam hoje mais um ato de protesto contra operadoras de planos de saúde e cooperativas, no intuito de pressioná-las a aceitarem reivindicações da categoria. Os profissionais que aderiram ao movimento suspendem as consultas e atendimentos eletivos vinculados aos planos por 24 horas. Organizado pela Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu) – composta por representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), o movimento tem a adesão de trabalhadores de 24 estados. Em nove deles, incluindo Minas, o CFM estima que a suspensão atingirá todas as empresas de saúde suplementar.

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O protesto é um desdobramento da paralisação nacional de 7 de abril. Conforme a assessoria de comunicação do CFM, os médicos fazem protesto nacional contra as operadoras de planos de saúde que mantêm postura abusiva e antiética na relação com os profissionais. Durante 24 horas, será suspenso o atendimento a essas empresas em consultórios, ambulatórios e hospitais de todo o país como forma de chamar a atenção da sociedade para os prejuízos causados ao exercício da boa medicina e à qualidade da assistência oferecida aos pacientes.

De acordo com o delegado do Conselho Regional de Medicina (CRM) em Juiz de Fora e região, José Nalon de Queiroz, apesar de não haver previsão de manifestação pública na cidade, o movimento deve ser forte. Teremos representantes dos sindicatos e grupo de conselheiros na manifestação da Praça da Assembleia, em Belo Horizonte. Os atos em todo o país e a paralisação dos atendimentos são maneiras de demonstrar que a classe vem sendo negligenciada. A luta é pela remuneração satisfatória, a partir de revisão das tabelas, e mais igualitária entre as operadoras de saúde complementar, bem como o apelo para que não interfiram na autonomia dos médicos.

Reagendamento de consultas

José Nalon esclarece que os profissionais foram informados previamente da mobilização pelos conselhos e orientados a providenciar o reagendamento das consultas. Além disso, o movimento não pode interferir na urgência e emergência.

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Dois dos principais planos de saúde em atuação na cidade, a Unimed (com mais de cem mil consumidores) e o Plasc (com cerca de 36 mil), não sabem precisar quantos médicos vão aderir ao movimento. Conforme a assessoria de imprensa da Unimed na cidade, a cooperativa apoia o movimento e considera que a situação da entidade é distinta, por se tratar de uma cooperativa de trabalho médico, em que os profissionais são sócios. Por isso, a Unimed não entende que a manifestação seja também dirigida a ela, já que participa da comissão Pacto em Defesa do Cooperativismo Médico e da Saúde, do CFM, e discute políticas de valorização do profissional, apesar de admitir que parte dos cooperados pode paralisar.

Já a gerente do Plasc, Tânia Bomtempo Botti, explica que o plano reajustou o valor das consultas em agosto e que a proposta de alteração dos valores dos procedimentos está em avaliação, cumprindo parcialmente reivindicações da classe. Acreditamos que, pelo fato de o Plasc estar aberto às negociações e em fase de estudo das propostas, pode não haver adesão (dos conveniados). Mas é impossível prever, já que há médicos que atendem em mais de um plano.

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