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Engenharia comemora cem anos

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A Faculdade de Engenharia da UFJF completa nesta semana cem anos de atuação. Fundada por dissidentes da Escola Politécnica da Academia de Comércio, ela conta hoje com 11 cursos de graduação e nove de pós-graduação, abrangendo 4.200 alunos. O mercado de trabalho para os engenheiros é amplo e, nos próximos anos, tende a crescer. Uma das características marcantes do profissional da área é o empreendedorismo. Ontem a universidade inaugurou o laboratório do curso de engenharia mecânica, um investimento de R$ 2 milhões.

Em 1914, cinco professores da antiga Escola Politécnica se reuniram para formar a Escola de Engenharia, com o objetivo de iluminar, sanear e ligar cidades entre si. Nela, segundo o diretor da faculdade, Hélio Antônio da Silva, funcionava uma das únicas fábricas do mundo onde os alunos aprendiam e produziam dentro dos padrões exigidos mercado. Daí vem o espírito empreendedor da faculdade, aponta o diretor. Nos primeiros anos eram formados engenheiros de trabalhos públicos, aqueles voltados para construção de pontes, estradas, edifícios, entre outros. Hoje a faculdade oferece 700 vagas anuais, 11 cursos de graduação, cincos especializações, três cursos de mestrados e um doutorado (ver quadro). Para o vice-diretor da faculdade, professor Marcos Borges, a Engenharia se destaca pelo número de depósitos de patentes realizados. Produzimos inovação tecnológica, criamos produtos e soluções e os lançamos no mercado.

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O perfil profissional, conforme Hélio Antônio, é generalista. A área de atuação é muito ampla, então, a maioria precisa saber de assuntos relativos a outras engenharias, além da que cursou. Isso garante uma absorção ainda maior no mercado de trabalho.

Os investimentos do Governo para alavancar as áreas de ciências e tecnologia no país, ainda segundo o diretor, propiciam um momento ímpar para os engenheiros. Juiz de Fora absorve mais os formandos de engenharia civil, a maioria da mão de obra formada é exportada, nossos engenheiros estão hoje espalhados por todo o mundo. A demanda é muito grande e vai crescer ainda mais. A profissão está resgatando o prestígio e reconhecimentos abalados nas décadas de 1980 e 1990, observa o diretor.

Inaugurações

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Ontem a universidade inaugurou o laboratório de máquinas de fluxo, máquinas térmicas, ar-condicionado e refrigeração, e transferência de calor, do curso de engenharia mecânica. Segundo o professor do curso Washington Irrazabal, o espaço é um ganho significativo para alunos e professores. O laboratório garante a interação dos estudantes com a prática da profissão, simula o ambiente de trabalho. O evento faz parte das comemorações do centenário.

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