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Onda de furtos na madrugada

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Pelo menos sete estabelecimentos comerciais foram alvo de bandidos na madrugada de ontem no Centro. Os furtos ocorreram em lojas, restaurantes, escritórios e até em um salão de beleza, todos localizados entre as ruas Santa Rita e Oscar Vidal. Os sinais de vandalismo foram percebidos na manhã de ontem, quando funcionários dos estabelecimentos chegaram para trabalhar e, além de encontrarem portas arrombadas e vidros quebrados, sentiram falta do material furtado.

Em um estacionamento da Avenida Rio Branco, foram levados aproximadamente R$1 mil, segundo o proprietário, Áureo Lúcio Cerqueira. "Há câmera no espaço, mas como os cabos de energia foram cortados, provavelmente, elas não gravaram", lamenta. Ele explica que um funcionário chegou às 8h e constatou o prejuízo. "Quando começamos a observar o local, percebemos que também entraram no espaço do restaurante (anexo ao estacionamento) e, depois, nos deparamos com outros comerciantes na mesma situação."

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O gerente do restaurante considerou a ação ousada. "Acredito que quem entrou aqui estava em busca de dinheiro, porque não levou comida, coisas do estoque, nem os aparelhos. Como não costumo deixar dinheiro no caixa, devem ter conseguido apenas R$100, para serem usados em troco. O maior prejuízo será mesmo recuperar as instalações danificadas, como a grade que eles arrebentaram".

A dona de um outro restaurante, localizado a poucos metros de distância, também na Rio Branco, lamentava ter sido mais uma vítima. "Encontrei uma escada que não era minha, o cadeado estava quebrado, e tentaram arrombar a porta do local onde ficava o cofre. Mas tive sorte por não guardar dinheiro lá." Ela acredita que a escada pode ter sido usada para que o ladrão tivesse acesso a outros estabelecimentos, como o prédio comercial localizado na Rua Oscar Vidal. Até a manhã de ontem, era possível ver marcas de mãos nas paredes.

Interligação

Todas as lojas que funcionam no prédio foram afetadas. Em uma delas, fica um salão de beleza que amanheceu "revirado", conforme a gerente, Vânia Santiago. Ela conta que a manicure foi a primeira a chegar e ver o local com os cheques espalhados pelo chão, câmeras de vigilância quebradas e portas arrombadas. "O que mais me espantou foi ver que, além de quebrar três das 16 câmeras que temos, o computador foi danificado, para que não tivéssemos acesso à gravação. Nossa tentativa agora será buscar alguma imagem de outro equipamento, que possa ajudar a identificar quem fez isso." A gerente explica que, a princípio, só foi levado cerca de R$300 em dinheiro do caixa.

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No andar acima do salão, as três empresas instaladas também tiveram danos. Em um escritório de contabilidade, vidros de janelas foram quebrados. Já numa firma de marketing, os funcionários deram falta de um computador portátil e de um celular. No entanto, o maior prejuízo foi apurado em uma produtora de eventos, que perdeu R$ 2 mil e um notebook. O assistente administrativo do estabelecimento, Cláudio Alvim, diz que as portas estavam abertas, e uma delas, com sinais de arrombamento. "É triste você chegar no seu local de trabalho e se deparar com isso. Mais triste ainda é não saber como poderia ter sido evitado." Segundo ele, a Polícia Militar foi acionada por vizinhos durante a madrugada e também pela manhã.

O comandante da 30ª Companhia de Polícia Militar, capitão Yoshio Yamaguchi, informou que ainda não possui elementos para dizer se os casos estão interligados. "Ainda estamos apurando. Nosso objetivo é investigar o modus operandi de cada arrombamento e confrontar as informações com nosso banco de dados. Também soubemos da existência de uma filmagem com suposto autor de um dos arrombamentos. Se essas imagens realmente existirem, vamos analisá-las", afirmou. A perícia da Polícia Civil também esteve nos locais.

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Vizinho viu parte da ação e chamou PM

Um morador do Centro, que preferiu não ser identificado, diz ter flagrado parte da ação. Ele conta que acordou às 3h de ontem, após ouvir barulho de vidros sendo quebrados. "Levantei e percebi que o barulho vinha de algum local próximo à Casa D’Itália. No entanto, não consegui identificar, devido à escuridão. Como o barulho continuava, liguei para a PM."

Depois de ter acionado a polícia, ele conseguiu ver uma pessoa, com mochila e lanterna, andando pelo estacionamento em direção ao restaurante. "Liguei para a polícia novamente. Ao todo, foram quatro ligações até a chegada dos policiais. Ainda assim, quem me atendeu disse que por não haver porta para a rua, a PM não poderia pular o muro e invadir o estabelecimento. Mas, depois da última ligação, chegaram rapidamente. Mostrei por onde a pessoa passou, contei o que ouvi, colaborei com o que pude, mas parece que não conseguiram nada."

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Conforme o vizinho, nem ele previa que a ação envolveria tantos estabelecimentos. "O pior é o sentimento de impotência. Você ver alguém cometendo um ato desses, não poder fazer nada, e a polícia, por agir dentro da lei, também não ter condição de fazer mais. Acho que perderam uma excelente oportunidade de evitar danos e dar uma resposta à sociedade."

 

Loja de celulares também é furtada

Uma oitava ocorrência de furto em estabelecimento comercial no Centro, provavelmente na noite de sexta-feira ou na madrugada de ontem, no entanto, pode não estar relacionada com os demais casos. Quase cem aparelhos telefônicos foram furtados de uma loja de celular inaugurada na última sexta-feira na Avenida Rio Branco, entre as ruas Santa Rita e Braz Bernardino.

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De acordo com o gerente Rafael Almeida, as vitrines estavam vazias quando ele e outra funcionária chegaram para trabalhar, por volta das 8h30. "Imaginei que alguém pudesse ter guardado, mas os armários também estavam abertos e sem nada, e encontramos as sacolas caídas no chão. Abrimos ontem (sexta), então a loja ainda não tinha alarme nem câmera."

Segundo o PM que comandou a operação na área, como não foram encontrados indícios de arrombamento no local, o ladrão pode ter usado chave mixa ou até mesmo a chave original para abrir o estabelecimento.

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