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Trabalhadores por aplicativo anunciam paralisação em Juiz de Fora; confira a data

Trabalhadores por aplicativo anunciam paralisação em Juiz de Fora
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Trabalhadores por aplicativo de Juiz de Fora anunciaram uma paralisação entre os dias 27 e 29 de julho. A mobilização terá início às 16h da próxima segunda-feira (27), com uma concentração no estacionamento do Carrefour e um ato pelas ruas da cidade. Durante o período, os participantes afirmam que não realizarão corridas nem entregas pelas plataformas.

A decisão foi tomada em assembleia geral realizada nessa segunda-feira (20), conforme informado pela Associação dos Motoboys, Motogirls e Entregadores de Juiz de Fora (AMMEJUF). A manifestação reunirá motoristas de aplicativo, mototaxistas, motoboys e entregadores que utilizam bicicletas.

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A partir do ponto de concentração, os trabalhadores devem participar de uma motociata, carreata e pedalada por Juiz de Fora. A interrupção das atividades está prevista para começar às 16h do dia 27 e terminar à 0h do dia 29.

Segundo a organização, os trabalhadores permanecerão nas ruas durante a paralisação para conversar com a população sobre as reivindicações da categoria, mas não aceitarão chamadas para corridas ou entregas. A AMMEJUF informou ainda que estabelecimentos comerciais, empresas de aplicativos e autoridades municipais serão comunicados sobre a mobilização.

Trabalhadores criticam novas modalidades

Entre as principais motivações apresentadas pela categoria estão mudanças nas modalidades de trabalho disponibilizadas pelas plataformas de transporte e entrega. De acordo com os organizadores, as alterações reduzem os rendimentos e aumentam os custos e os riscos assumidos pelos trabalhadores.

Uma das modalidades contestadas é a “+Entregas”, do iFood. Segundo o movimento, o modelo exige o agendamento prévio de turnos e reduz o pagamento mínimo das entregas de R$ 7 para R$ 3,50.

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A categoria argumenta que a mudança exige mais horas de trabalho e esforço físico, sem uma remuneração considerada suficiente para cobrir despesas como alimentação, combustível e manutenção dos veículos e das bicicletas.

Os trabalhadores também criticam as modalidades “Uber Passe” e “99 Passe”. Conforme a organização, esses serviços cobram antecipadamente um valor para que o motorista tenha acesso às solicitações dos passageiros durante períodos determinados, como 24 ou 72 horas.

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O movimento afirma que não há garantia de quantidade mínima de chamadas durante o intervalo contratado. Dessa forma, situações como falta de demanda, problemas mecânicos ou outros imprevistos poderiam representar prejuízo para o trabalhador.

“Trabalhadores precarizados custam caro a toda a sociedade. Juiz de Fora é uma cidade montanhosa e cheia de subidas íngremes. Exigir que um ciclista pedalando com peso, ou um condutor arcando com o preço do combustível, receba R$ 3,50 por 4 km é desumano. Esse valor não cobre sequer a alimentação ou a manutenção do veículo, resultando em exaustão física, doenças mentais e aumento do índice de acidentes”, pontua a organização do movimento.

Categoria reivindica piso mínimo

Entre as reivindicações apresentadas está a criação de um piso mínimo de R$ 10 por corrida ou entrega em trajetos de até quatro quilômetros. A categoria também defende o pagamento adicional de R$ 2,50 por quilômetro percorrido.

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A AMMEJUF pede que a população apoie a mobilização e cobre das empresas condições de trabalho consideradas adequadas para motoristas, mototaxistas, motoboys e entregadores que atuam por meio das plataformas digitais.

A Tribuna de Minas entrou em contato com as assessorias de Ifood, Uber e 99, abrindo espaço para um posicionamento. A matéria será atualizada caso haja retorno.

“Diálogo contínuo”

Em nota enviada à Tribuna, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa plataformas e empresas do segmento, informou que as empresas associadas “respeitam o direito à realização de manifestações pacíficas e reforçam que mantêm canais de diálogo contínuo com os profissionais parceiros”.

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A entidade também defendeu que o modelo de negócios “busca equilibrar as demandas de todo o ecossistema do delivery – entregadores, lojistas e consumidores – e do transporte individual privado – motociclistas, motoristas e passageiros”.

“Isso envolve considerar tanto a necessidade de renda de quem trabalha com os aplicativos quanto a realidade econômica dos clientes, que buscam formas acessíveis de utilizar o serviço”, sinalizou a Amobitec, em outro trecho do comunicado.

Segundo a associação, as empresas “seguem abertas ao diálogo para o aprimoramento de iniciativas que garantam mais dignidade, ganhos e transparência”.

*Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe

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