
Pessoas tiveram dificuldade para transitar na via
Um vazamento de água alagou parcialmente a Travessa Padre João Batista Réus, que faz a ligação entre as avenidas Rio Branco, na altura do Mergulhão, e Andradas, na região central, na manhã desta segunda-feira (21). O incidente ocorreu devido a um rompimento na tubulação de abastecimento de água da Cesama, que corta a região, registrado por volta das 4h. Moradores de um prédio situado bem no meio da travessa ficaram isolados. Aqueles que conseguiram sair de casa tiveram dificuldades para transitar pela via. Pedestres precisaram desviar por galerias adjacentes.
No prédio que fica na esquina da travessa com a Avenida dos Andradas, a cozinheira Aparecida Morais, 44 anos, é a única moradora do térreo e teve o banheiro invadido por água da rede de esgoto. Isso porque, segundo ela, o vazamento sobrecarregou o sistema de esgoto da travessa, fazendo com que o fluxo retornasse por meio do vaso sanitário e do ralo. Apesar de ter sido um caso atípico, ela pontuou que os problema são constantes, já que a rede de captação de água pluvial não dá conta da demanda. "Sempre que chove, a região fica toda alagada. Muitas vezes, a água chega a invadir o prédio." Aparecida também reclamou da demora no atendimento. "Liguei para a Cesama por volta das 5h e eles só chegaram depois das 11h."
A professora Maria Graciosa da Costa, 64, também ficou isolada em casa durante a manhã. Como o marido dela, 67, tem dificuldades para andar e precisava de ir ao médico, ela acionou um táxi e pediu para o motorista parar bem rente ao portão para que ele conseguisse entrar no veículo. Maria apresentou preocupação especial com o risco de transmissão de doenças pela água, já que havia água de esgoto misturada ao vazamento.
Para o proprietário de uma distribuidora de gelo, também localizada na travessa, o problema com captação de água e entupimento do bueiro precisa ser resolvido rapidamente. Ele conta que, quando há alagamentos decorrentes da chuva, ele chega a enfrentar prejuízo pela dificuldade de locomoção e transporte de mercadorias. Além disso, moradores são obrigados a viver com um mau cheiro constante.
A Tribuna entrou em contato com a assessoria de comunicação da Cesama, que informou estar aguardando retorno da equipe que faz os reparos no local.

