Uma professora, 31 anos, foi agredida pela mãe de uma aluna no interior da Escola Estadual Padre Frederico Vienken, enquanto lecionava. De acordo com informações da Polícia Militar, por volta das 14h desta quinta-feira (21), a mulher chegou à instituição, que fica no Bairro Bonfim, na Zona Leste, e pediu que o porteiro chamasse a professora. Este, então, solicitou que ela aguardasse na secretaria. A mulher, 42, entretanto, não acatou o pedido, seguiu até a sala de aula e lá, teria agredido a docente com socos, tapas e puxões de cabelo.
Conforme o registro policial, as agressões foram motivadas depois que a filha da agressora, 10, teria sido colocada para fora de sala de aula com truculência, na tarde da última quarta-feira (20). Ela disse à mãe que a professora teria segurado seu braço e apertado, causando dor. A mãe da aluna foi presa em flagrante pelos crimes de desacato e lesão corporal, sendo encaminhada para a Delegacia Regional em Santa Terezinha. Já a vítima, levada pelo Samu ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), com escoriações. Segundo a PM, ela recebeu atendimento médico e foi liberada.
À Tribuna, uma funcionária da instituição de ensino informou que a escola não irá se pronunciar sobre o ocorrido. A Secretaria de Estado de Educação informou, em nota, que a Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora, responsável pela coordenação da Escola Estadual Padre Frederico, está acompanhando o caso. “A Polícia Militar foi acionada para registrar boletim de ocorrência e a agressora foi apreendida. O Conselho Tutelar também foi chamado para intermediar a situação”, diz o texto.
Segundo caso em pouco mais de 24h
A agressão à professora é o segundo caso envolvendo servidor público registrado em Juiz de Fora em pouco mais de 24 horas. Na tarde de quarta, uma servidora municipal, de 21 anos, que trabalha fazendo atendimento ao público no PAM-Marechal, foi agredida fisicamente por um usuário. O homem, que fugiu após a agressão, agarrou a jovem pelas costas e desferiu socos e chutes contra a trabalhadora, porque não aceitou que atendente tinha que sair para o horário de almoço. Em razão do episódio violento, o setor de regulação, que funciona para marcação de exames e consultas, e o setor de coleta de sangue e urina ficaram de portas fechadas.