A reconstituição do assassinato do vendedor Célio Nunes de Oliveira, 41 anos, em Bicas, ficou prejudicada devido à ausência do suspeito e de uma testemunha. O delegado Sérgio Lamas pretendia compreender melhor as circunstâncias da morte da vítima, que foi alvejada por um tiro de pistola ponto 40, disparado por um sargento da PM, 47, que estava em serviço no momento do crime, no dia 9 de maio. Além do policial suspeito, outro PM, 32, que estava de serviço no dia, também não compareceu. A reconstituição não foi tão produtiva, situação agravada pela ausência de testemunhas presenciais. De qualquer forma, parar no local onde a vítima foi morta e avaliar os detalhes é sempre bom, disse o delegado.
Ele aguarda o laudo da perícia para dar andamento ao inquérito. É muito difícil conciliar pressa com a profundidade da investigação. O policial suspeito está em liberdade, trabalhando em funções administrativas da corporação. A alegação dele é de que Célio reagiu a uma abordagem policial e teria sacado um revólver calibre 22, momento em que foi atingido. A família de Célio contesta a versão.
