
Juiz de Fora está na 31ª colocação geral, entre os 853 municípios do estado, no Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS), divulgado na terça-feira, pela Fundação João Pinheiro (FJP). O estudo analisou os investimentos e ações das cidades em diversos setores, como saúde, educação, segurança pública, assistência social, meio ambiente, habitação, cultura, esporte e renda.
Entre as dez cidades mais populosas de Minas, apenas três, além de Juiz de Fora, aparecem entre as 31 primeiras do ranking: Belo Horizonte (7º), Ipatinga (18º) e Uberlândia (27º). Conforme os pesquisadores responsáveis pelo estudo, a posição do município pode ser considerada boa, se comparada ao universo de cidades existentes em Minas. Por outro lado, segundo ele, quesitos como educação e segurança pública impediram uma melhor classificação da cidade.
De acordo com a integrante do Centro de Pesquisa Aplicada da FJP, Fátima Beatriz Fortes, o IMRS é baseado nas informações obtidas com as mais diversas entidades públicas, entre os anos de 2007 e 2009. Segundo ela, os índices que medem saúde e educação são os de maior peso dentro da média final apresentada (15% do valor cada), embora segurança pública e renda também tenham valores expressivos (12% e 13%, respectivamente). A melhor colocação do município é encontrada em cultura (28º lugar), item que representa 9% do valor total.
"Analisando os números, podemos dizer que, como a saúde e a educação não foram avaliadas como as dez melhores do estado, Juiz de Fora acabou ficando na 31ª colocação, apesar de ter bons índices financeiros e qualidade de vida", afirma.
Chama atenção a posição da cidade no ranking de segurança pública. Isso porque, apesar de estar ocupando o 796ª lugar, o índice de crimes violentos é o menor entre os dez maiores municípios de Minas, com taxa de 227,99 ocorrências desta natureza para cada cem mil habitantes. Baseado no Código Penal, a FJP considera como crimes violentos os homicídios consumados e tentados, estupros, roubos e roubos à mão armada.
Esforços orçamentários
O estudo destaca, ainda, a parcela do orçamento que o Executivo Municipal destinou para cada serviço público. Em Juiz de Fora, este índice chegou a 28,85% na saúde. Em cidades com melhor Produto Interno Bruto (PIB), como Betim, a segunda mais rica do estado, o investimento é de 6,86%. Fátima Fortes explica que não é possível relacionar a riqueza com a destinação dos recursos. "O gasto é uma decisão do prefeito, e não está vinculado à arrecadação. Em Juiz de Fora, o prefeito está priorizando a saúde, mas esta pode não ser uma necessidade dos moradores de Betim." A pesquisadora lembra que os municípios mais bem posicionados no IMRS são aqueles com forte apelo à atividade de mineração.
De acordo com o pesquisador Fernando Prates, que também participou do estudo, o índice é uma tentativa de reunir as informações e ajudar os gestores a priorizar suas ações. "O censo do IBGE é realizado a cada dez anos. Neste intervalo, as únicas estatísticas disponíveis para as Prefeituras são os registros administrativos." No total, foram coletados mais de 500 indicadores.

