Os acusados pela morte do professor Bernardo Tostes Cardoso de Paula Monteiro, 33 anos, encontrado morto e amarrado na cobertura de um apartamento na Avenida Olegário Maciel, no Bairro Paineiras, na região central, em 3 de junho de 2012, foram pronunciados pelo juiz titular do Tribunal do Júri, José Armando Pinheiro da Silveira. Caso não haja recurso, os dois acusados irão a júri popular. De acordo com informações do Tribunal do Júri, ainda não há data definida para o julgamento. O caso já passou pela primeira fase do processo, quando testemunhas e suspeitos foram ouvidos, sendo, em seguida, analisado pelo juiz José Armando, que encontrou indícios para a realização do júri popular.
Os dois envolvidos foram autuados pela Polícia Civil pelo crime de homicídio doloso (intencional). Durante o depoimento, a dupla disse que ele teve uma convulsão e, ao tentar conter suas debatidas, a fim de que não se machucasse, eles teriam provocado a morte acidentalmente. Entretanto, a vítima foi encontrada com pés e mãos imobilizados, com uma mesa sobre o tórax e ainda duas cadeiras sobre ela. A envolvida ainda teria sido flagrada pela Polícia Militar sobre o professor, segurando seus ombros, enquanto o outro acusado lhe aplicava um golpe por trás. O laudo de necropsia apontou que Bernardo foi morto em função de uma asfixia causada por esganadura.
