
Entre os equipamentos estão quatro notebooks
Três suspeitos de envolvimento em furtos e receptação de materiais da UFJF foram presos em flagrante pela Polícia Federal (PF), um deles vigilante terceirizado que atuava na instituição. As prisões foram realizadas no último sábado, depois de seis de meses de investigação. Os trabalhos indicam que o material seria revendido em lojas de informática da cidade, onde foram encontrados produtos de procedência duvidosa. Durante a operação, os agentes vasculharam a casa do vigilante, no Bairro Retiro, Zona Sudeste, onde apreenderam quatro notebooks, um netbook, uma câmera fotográfica digital, dois refletores e diversas lâmpadas. O profissional, que é contratado por uma empresa terceirizada, foi autuado por furto qualificado e encaminhado ao Ceresp. Os outros suspeitos são a companheira do vigilante e um comerciante. A mulher seria responsável por dar apoio à venda de equipamentos furtados e o outro detido estava de posse de materiais sem nota fiscal em sua loja. Ambos foram levados para a delegacia para prestar esclarecimentos, sendo liberados após o arbitramento de fianças. Eles irão responder ao processo em liberdade e, se condenados, podem ficar de um a quatro anos presos, respectivamente, por furto simples e receptação.
Como apontou o chefe local da Polícia Federal, delegado Cláudio Dornelas, a maioria dos objetos furtados seria procedente da Reitoria. Ele ressaltou o trabalho também para combater a receptação: "No sábado, realizamos uma varredura no comércio da área Central. Em uma loja, encontramos o material revendido pelo suspeito, sendo o comerciante preso por receptação. Inclusive um dos aparelhos estava à venda por R$ 949", afirmou o delegado, lembrando que "o valor do prejuízo não é só da máquina, mas do que estava dentro em seu software, como pesquisas e trabalhos em andamento". O delegado acrescentou que a identidade dos envolvidos não seria revelada, uma vez que as investigações terão prosseguimento. "O objetivo é apurar se há extensão dos fatos, já que foram furtados vários equipamentos de informática de propriedade da União. Os aparelhos estavam sendo revendidos por empresas de Juiz de Fora estabelecidas no comércio, caracterizando o crime de receptação. Isso serve de alerta para comerciantes, que não devem comprar produtos sem exigir nota fiscal."
O vigilante foi preso em função de provas agrupadas em um trabalho desenvolvido pela Polícia Federal em conjunto com a equipe da segurança da universidade. O delegado da PF, Ronaldo Guilherme Campos, responsável por conduzir a apuração, informou que há imagens do circuito interno da instituição que mostram o vigilante entrando e saindo de locais onde os furtos foram praticados. Além disso, foi apreendida uma bolsa utilizada pelo suspeito para sair com o material da UFJF. Ele acredita que mais pessoas estejam envolvidas no crime, como facilitadores. "O inquérito segue com a PF, uma vez que o suspeito trata-se de um vigilante terceirizado. Assim, não haverá, por parte da universidade, a abertura de uma ação administrativa."
Cláudio Dornelas ainda informou ontem, em entrevista coletiva, que, no último domingo, foi expedido alvará de soltura para o suspeito, mas isso não impede o andamento das investigações. "Caso seja condenado pela crime de furto qualificado, pode pegar de dois a oito anos de prisão." A Superintendência de Segurança da UFJF informou que está tomando medidas para evitar episódios similares na instituição. A recomendação do setor é para que funcionários dispensem maior atenção com os bens públicos sob sua responsabilidade. Denúncias podem ser feitas à instituição pelo telefone 2102-3716. O atendimento é feito 24 horas por dia.

