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Juiz-forano não deve enfrentar racionamento

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Atualizada às 11h, do dia 23/05

Embora o período de estiagem tenha iniciado em abril, os mananciais que abastecem a cidade permanecem cheios. A fim de comparação, o maior deles em operação, o João Penido, está 86,6% preenchido, sendo que, no mesmo dia, em 2015, estava com 41%. A Represa de São Pedro também permanece em situação confortável, com 83,1% (contra 76,5% há um ano), enquanto que Chapéu D’Uvas, 11 vezes maior que João Penido, mantém o nível em 86,4% (ano passado tinha 56,6%). De acordo com a Cesama, não existe hoje qualquer possibilidade de novo rodízio no abastecimento neste período de estiagem, que historicamente vai até o mês de novembro.

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Segundo o diretor-técnico Operacional da companhia, Márcio Augusto Pessoa Azevedo, além de as represas terem recuperado o nível, existe ainda o fato de Chapéu D’Uvas poder ser melhor utilizada a partir de agora. Isso será possível com as obras de interligação de sua adutora para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Marechal Castelo Branco, que fica em João Penido. “Estamos dependendo de uma autorização do ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre) para fazer a interligação de um pequeno trecho na rodovia BR-040. Quando autorizado, precisaremos de, no máximo, mais 45 dias para iniciar a operação.” Desta forma, será possível, segundo ele, preservar a água de João Penido, para que ela não fique em nível tão baixo de acumulação, como foi no ano passado.

Desabastecimento pontual

Embora o sistema de abastecimento esteja mais seguro, pode ocorrer de algum consumidor ficar sem água em algum momento. Nesta semana, isso aconteceu na região do Bairro Caiçaras, Cidade Alta, onde parte da população ficou com o serviço irregular na terça e na quarta-feira. De acordo com a Cesama, o problema se deu por um problema técnico no sistema de telemetria no reservatório que atende o bairro. “Houve uma falha no sensor de pressão, mas restabelecemos o serviço por volta das 10h”, disse Márcio, acrescentando que situações semelhantes podem voltar a acontecer em qualquer ponto da cidade. “Trabalhamos com máquinas e estamos sujeitos a falhas ou falta de energia, por exemplo.”

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