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Investigações sobre morte de idosa avançam

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A 7ª Delegacia Distrital continua investigando o assassinato de Antonietta Magaldi, 90 anos, encontrada morta na noite da última sexta-feira, no apartamento em que morava na Rua Doutor Gil Horta, no Centro. Na segunda-feira, uma pessoa ligada à vítima entregou à polícia uma camisa verde e um lençol branco com manchas vermelhas semelhantes a sangue. Os materiais foram encontrados dentro da caixa de um aspirador de pó quando a testemunha e familiares da idosa realizavam limpeza na residência onde ocorreu o crime. Conforme a delegada responsável pelo inquérito, Ângela Fellet Rodrigues, a blusa seria a mesma utilizada pelo suspeito, 35, no dia da ocorrência. O homem é parente da vítima e foi encaminhado ao Ceresp na madrugada de sábado após ter o flagrante confirmado. Na ocasião, ele se reservou ao direito de só prestar declarações em juízo.

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Ele teria sido visto entrando com essa blusa em casa no dia da morte dela. Mas quando ele saiu da residência, pedindo socorro aos vizinhos, já estava vestido com outra. O lençol pode ter sido utilizado no enforcamento, mas o mais provável é que tenha sido usado para limpar a cena do crime. As duas peças serão encaminhadas para Belo Horizonte para exames de confronto de DNA a fim de sabermos se as manchas são de sangue da vítima ou do suspeito, explicou ontem a delegada. O laudo da necropsia já foi divulgado e concluiu que a morte de Antonietta se deu por asfixia secundário a esganadura (sufocação).

De acordo com Ângela Fellet, outros exames complementares também foram solicitados ao Instituto de Criminalística, na capital mineira. Foi feito o pedido de procura do DNA do suspeito no material colhido abaixo das unhas da idosa, porque, no dia do crime, o homem apresentava arranhões no rosto, que poderiam ter sido causados durante uma possível reação da vítima no momento do estrangulamento. Para a pesquisa do DNA do parente, foi colhido material da cavidade oral dele. Queremos saber se tinha sangue ou pele do suspeito embaixo das unhas dela para verificarmos se tem sinais de luta, informou a titular da 7ª Distrital. Também foram encaminhados para identificação dois fios de cabelo que estavam presos na mão esquerda de Antonietta e um fio encontrado na mão direita dela.

Além de trabalhar na coleta de provas materiais que possam confirmar a autoria do crime, a polícia investiga a motivação do homicídio. Parece que a vítima tinha um testamento, mas ainda estamos levantando, disse a delegada. Segundo ela, a vítima era solteira e não tinha filhos. Não sabemos se ela ainda tinha irmãos vivos.

Na segunda, a testemunha que entregou o lençol e a blusa, supostamente sujos de sangue, complementou o depoimento prestado no dia do assassinato. Ela contou que a idosa havia confidenciado a ela já ter sido ameaçada pelo suspeito, revelou Ângela Fellet. Na oitiva, a pessoa que era ligada à vítima disse, ainda, acreditar que Antonietta já estava se sentindo acuada e com medo do familiar, porque ela chorava muito ultimamente. Ela também declarou desconfiar de que a idosa escondia ser vítima de agressões por parte do suspeito. Na tarde de ontem, mãe e irmã do suspeito prestaram depoimentos e esclareceram como era o comportamento dele com a vítima. Segundo a delegada, a irmã teria confirmado que, no dia do crime, o suspeito estava com a blusa verde, que foi encontrada com o lençol sujo de manchas semelhantes a sangue.

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Contradições

No dia do crime, que chocou a vizinhança, Antonietta foi encontrada sem vida no apartamento onde morava com parentes. Ela apresentava ferimentos na cabeça e marcas na região do pescoço, que indicavam um possível estrangulamento. O corpo estava caído ao lado da cama, e um bastão, tipo cabo de vassoura, foi encontrado em uma poltrona no quarto. O próprio suspeito teria pedido ajuda a uma vizinha, por volta das 21h, alegando que havia chegado e encontrado a idosa morta. No entanto, ele teria sido visto entrando na residência cerca de uma hora e meia antes. A polícias Civil e Militar foram acionadas e, após os levantamentos, o homem recebeu voz de prisão em flagrante.

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Além dos arranhões que ele apresentava no rosto, haveria indícios de sangue na calça dele. O suspeito teria dado informações contraditórias, principalmente em relação ao horário que teria chegado ao imóvel. A polícia ainda constatou não haver sinais de arrombamento ou de furto na casa.

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