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UFJF tem obras paradas e em atraso

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Moradia estudantil tem construção paralisada há 3 meses
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Moradia estudantil tem construção paralisada há 3 meses

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Mais de um ano após o prazo inicialmente previsto para a inauguração da moradia estudantil, a UFJF confirma que a empresa responsável pela construção abandonou a obra. As atividades no terreno de dois mil metros quadrados, localizado na Rua José Lourenço Kelmer, próximo ao Pórtico Norte do campus, estão paralisadas há mais de três meses, e ainda não há prazo definido para a retomada e conclusão dos trabalhos. Embora o crescimento estrutural da universidade seja evidente – com 88 obras cadastradas e 13 novas estruturas erguidas no campus desde 2007 -, outras das mais esperadas construções que integram o pacote de investimentos em execução desde a adesão ao Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades (Reuni) ainda não saíram do papel. O novo Hospital Universitário (HU) e o Centro Didático de Astronomia (com o planetário e o observatório astronômico), por exemplo, dependem da resolução de dificuldades encontradas ainda no processo licitatório. O prédio da Faculdade de Economia, que também deveria ter sido entregue antes do período letivo, só será inaugurado em agosto.

Iniciada em janeiro de 2010, a edificação do prédio com capacidade para abrigar 200 acadêmicos deveria ter sido finalizada em 300 dias, ou seja, até novembro daquele ano. Em outubro, porém, a construção da moradia estudantil ainda estava na fase de fundação, com conclusão prevista para meados de 2011, de acordo com matéria de arquivo da Tribuna. Na época, o motivo para a demora seria o encontro de matéria orgânica no terreno e uma diferença no nível de água medido pela amostragem em que o projeto foi baseado. O pró-reitor de Infraestrutura, Paschoal Tonelli, admite que houve atrasos decorrentes de alterações no plano inicial, mas alega, também, que a Engewal Construtora teria sido notificada diversas vezes por trabalhar com número de funcionários insuficiente para cumprir o cronograma.

Em nota, a empresa informa que optou pela quebra do contrato pela impossibilidade de executar os serviços pelos preços acordados. No comunicado, a Engewal expõe que houve um "desequilíbrio financeiro no contrato devido à inflação da construção civil no período", por causa do atraso no início dos serviços, decorrente de "excessivos erros encontrados nos projetos". Orçada em R$ 2.348.157,47, a obra, agora, deverá sofrer reajuste, com base na correção monetária prevista no Sistema Nacional de Preços, como afirma Tonelli. O novo orçamento depende da revisão das intervenções necessárias e respectivos preços. O cronograma de execução também já está sendo conferido, e a expectativa é que o processo licitatório para a seleção da empresa que finalizará o serviço seja lançado ainda este mês.

Reivindicação antiga

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O Diretório Central de Estudantes (DCE) cobra, desde o ano passado, agilidade na conclusão da obra. Um abaixo-assinado recolheu, em 2011, cerca de três mil nomes, solicitando a inauguração do alojamento. "Entendemos que a moradia estudantil é uma necessidade, já que os aluguéis na região do São Pedro têm aumentado. Os valores cobrados são tão altos que têm alunos precisando dividir quartos, sem qualquer condição de conforto para isso", destaca o coordenador do DCE, Felipe Fonseca.

O órgão questiona, ainda, o número limitado de vagas, já que, em 2011, pelo menos 25% dos mais de 18 mil acadêmicos vinham de outras cidades, segundo cadastro da universidade. "A UFJF atrai alunos de todo o Brasil e passa por um processo de expansão. Desde o anúncio da obra, em 2009, a luta do movimento estudantil era para que fossem mil vagas."

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De acordo com o projeto inicial da moradia, cada quarto terá capacidade para quatro estudantes. A construção terá cômodos adaptados para pessoas com deficiência física, área de estudo, minibiblioteca e espaço de lazer, além de lavanderia e cozinha coletiva. Na região, somente a Universidade Federal de Viçosa (UFV) disponibiliza este tipo de auxílio.

 

Novo prédio previsto para o 2º semestre

Nos últimos cinco anos, pelo menos 13 novas estruturas foram construídas no campus, fora as reformadas ou ampliadas. Segundo o pró-reitor de Planejamento e Gestão, Alexandre Zanini, a primeira obra do pacote foi inaugurada em 2008: o prédio anexo à então Faculdade de Economia e Administração atendia à necessidade de espaços adequados aos professores da unidade. Ainda para este ano, há a promessa de outro prédio, em construção próximo às novas instalações do Instituto de Ciências Humanas (ICH), para a agora Faculdade de Economia (enquanto a construção antiga abriga a Faculdade de Administração e Ciências Contábeis). Até então, R$ 3.728.174,30 foram empenhados na obra, que deveria ter sido entregue antes do início do ano letivo. De acordo com Paschoal Tonelli, a previsão é que os alunos comecem a utilizar o prédio no segundo semestre. No momento, estão sendo finalizados os projetos de infraestrutura viária e iluminação pública no entorno do edifício.

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Também para 2012 está prevista a edificação do Centro Didático de Astronomia, que ocupará área de 3.500 metros quadrados ao lado do Centro de Vivência, próximo à Reitoria, e será o maior planetário fixo do estado, com cúpula com 12 metros de diâmetro. O observatório astronômico terá teto retrátil, para permitir a observação dos corpos celestes, e será equipado com sete telescópios computadorizados de última geração. No entanto, segundo Zanini, a licitação para a obra – orçada em R$ 10.726.441,48 – não foi concluída, pois todas as empresas concorrentes foram desclassificadas por não atenderem às exigências do edital. Um novo processo licitatório deve ser lançado em abril. Os equipamentos, no entanto, já foram comprados.

Obras concluídas

Das primeiras intervenções até hoje, mais de R$ 255 milhões foram investidos em estruturas, como o complexo esportivo da Faculdade de Educação Física (R$ 16 milhões) e as novas sedes do ICH (R$ 3 milhões) e do Instituto de Ciências Exatas (ICE – R$ 9 milhões), além da instalação de centro de vivência, concha acústica, academia ao ar livre e jardim sensorial, entre outras obras. Os recursos – parte advindo do Tesouro e parte proveniente de convênios – também foram empregados na compra de livros e equipamentos.

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Expectativa por novo hospital

A construção de um novo Hospital Universitário (HU), junto ao Centro de Atenção à Saúde (CAS), no Bairro Dom Bosco, e a transferência das faculdades de medicina e fisioterapia para prédio anexo às unidades também estão entre as obras mais aguardadas, mas ainda sem previsão efetiva de concretização. Segundo o pró-reitor de Planejamento e Gestão, Alexandre Zanini, R$ 15 milhões, em recursos adicionais à Proposta de Lei Orçamentária Anual (Ploa) da UFJF, estão garantidos para a obra do hospital, orçado em R$ 137 milhões, este ano. No total, a instituição tem mais de R$ 73 milhões em créditos adicionais aprovados para 2012. Outros R$ 6,7 milhões serão aplicados na compra de equipamentos para a unidade.

Porém, o início das obras depende da liberação do Tribunal de Contas da União (TCU), que suspendeu a licitação para ampliação do hospital após auditoria ter apontado irregularidades. Após o início das atividades, o prazo para a conclusão é de mais de dois anos.

O investimento transformará o HU em hospital de alta complexidade, com a ampliação do número de leitos de internação, implantação da maternidade e expansão da UTI, além de Setor de Internação de Queimados e Centro de Atenção Psicossocial (Caps), dedicado a pacientes psiquiátricos. O projeto prevê a construção de 11 blocos, com 30 leitos de UTI adulto, 20 de UTI neonatal e leitos de internação pediátrica, maternidade, geral e psiquiatria, em um total de 347 vagas, 207 a mais do que hoje. O número de salas cirúrgicas de alta complexidade saltará de oito para 15. Cerca de três milhões de pessoas serão beneficiadas.

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