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Parentes de pacientes de hospital são alvos de golpista

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Parentes de pacientes internados na Santa Casa de Misericórdia foram vítimas de uma tentativa de golpe, na tarde da última terça-feira (18). De acordo com um estudante, 31 anos, que prefere não se identificar, o golpista ligou quatro vezes para ele se identificando como diretor-geral da Santa Casa. No primeiro contato, por volta das 13h, a ligação caiu e, minutos depois, foi realizado outro contato. Na segunda tentativa, o golpista disse o nome da mãe do paciente, assim como o nome do médico que cuidava da mesma. No telefone, ele dizia que a mãe da vítima precisava fazer um exame de tomografia urgente e que ela estaria entre a vida e a morte. O mesmo disse que o rapaz deveria fazer um depósito no valor de R$1.500. No terceiro contato, o golpista informou os dados bancários e o nome da pessoa que seria proprietária da conta. O estudante desconfiou das informações e imediatamente entrou em contato com a Santa Casa. “Desconfiei quando falaram sobre o exame, principalmente porque minha mãe já havia feito e passado por cirurgia. Inclusive, tinha conversado com o médico pela manhã, e ele não havia me dito nada. Estamos em um momento complicado, e as pessoas se aproveitam do nosso sofrimento.” As vítimas procuraram a Ouvidoria da instituição para relatar o fato.

O estudante contou ainda que, por volta das 16h, quando foi visitar a mãe, ao comentar a situação, outro rapaz que estava próximo relatou que havia passado pelo mesmo golpe. “Fiquei assustado com as informações que eles tinham, como conseguiram? As pessoas precisam estar alerta, nem todas conseguem ter calma neste tipo de situação.”

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Em nota, a assessoria da Santa Casa informou que, “devido à tentativa de pessoas mal intencionadas em solicitar depósitos indevidos, via telefone, em nome da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, o hospital comunica que nunca é feito nenhum tipo de cobrança via telefone ou qualquer outro canal de comunicação. E que também não autoriza nenhuma pessoa ou empresa a fazer isso em nome da instituição.” A nota informa ainda que “denúncias podem ser feitas diretamente na Ouvidoria do Hospital, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

De acordo com o delegado Armando Avolio Neto, titular da 7ª Delegacia de Polícia Civil, nenhuma denúncia foi encaminhada ao órgão. “Orientamos que as pessoas questionem e perguntem a quem está ao telefone como conseguiu seus dados. Além disso, a vítima deve entrar em contato com a instituição e verificar as informações. É uma situação atípica, instituições deste tipo não costumam realizar tal procedimento, a pessoa precisa desconfiar sempre .”

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