
Movimento acontece simultaneamente em 34 cidades do país
Famílias que aderiram a Marcha pela Humanização do Parto escolheram a praça cívica da UFJF para divulgar, na manhã deste sábado (19), as ideias do movimento que acontece simultaneamente em 34 cidades do país. Segundo a assistente social Soraya Perobelli, ligada a Aliança de Mulheres pela Maternidade Ativa, a iniciativa partiu de grupos que se articularam por meio das redes sociais após episódios de restrição a atuação de profissionais de saúde contrários à procedimentos invasivos sem indicação clínica. "Somos a favor da humanização da assistência ao parto e nascimento no Brasil e da valorização do parto normal, com respeito ao protagonismo da mulher que tem direito de parir onde quiser. O parto humanizado respeita as escolhas da mulher e com quem ela quer estar neste momento. É um parto que respeita a medicina baseada em evidências, sem interferências medicamentosas e que busca auxílio para dor com terapias sem uso de anestesia. É a quebra das rotinas tradicionais", explica. O movimento repudia o percentual superior a 60% de realização de cesáreas na cidade e combate o que os seus adeptos chamam de violência obstétrica, quando gestantes são submetidas a procedimentos considerados desnecessários ou assédio moral na hora do parto.

