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Memorial das vítimas da Covid-19 emociona transeuntes no Centro

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Memorial foi colocado no Centro de Juiz de Fora na manhã deste sábado (Foto: Fernando Priamo)
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Quem circulou pela passagem de nível que liga a Avenida Francisco Bernardino e a Avenida Brasil, na Praça da Estação, Centro, na manhã deste sábado (19), não pode deixar de notar as fitas vermelhas amarradas nas grades de proteção. Elas tinham o objetivo de simbolizar as vítimas da Covid-19 no Brasil, que se aproximam do número de meio milhão. “Queremos, aqui, mostrar que não são apenas números e que atrás dessa estatísticas há pessoas”, explicou Maria Inês Farany, um das lideranças do grupo Frente Brasil Popular, que realizou a iniciativa.

Segundo ela, cada fita vermelha tem o nome de uma pessoa pública ou anônima e também de pessoas fictícias, para mostrar que essas mortes não podem ser naturalizadas, pois, cada uma delas, significa a perda de um familiar, de um amigo ou de algum conhecido. “Durante o tempo que permanecemos aqui, conversamos com as pessoas que passam e também pedimos que coloquem o nome nas fitas de algum familiar ou conhecido que foi vítima da Covid-19”.

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Além das fitas, a iniciativa, que serve como um memorial, chama a atenção da população por meio de faixas. Em uma delas, a cada novo ato, é atualizado o número de pessoas mortas em razão do coronavírus no Brasil. Conforme Inês, a ação, em Juiz de Fora, teve início em 1º maio, quando os números apontavam para 400 mil vítimas. Neste sábado, a faixa sensibilizava a população que passava pelo local, divulgando as quase 500 mil vidas perdidas. “Nosso objetivo é chamar a atenção para o fato de que estamos sendo vítimas de um genocídio, da má gestão da crise sanitária e que atrás de cada número tem uma pessoa, um rosto, uma memória”, destacou Inês, afirmando que na família dela não houve perdas, mas que no grupo que realiza o ato há membros que perderam familiares e amigos.

A Frente Brasil Popular é de âmbito nacional, criada em 2015, e tem representações estaduais e municipais, como é o caso de Juiz de Fora, e conta com coletivos feministas, antirracistas, antiLGBTfobia e MST. “Queremos despertar a conscientização política e o sentimento de solidariedade das pessoas, porque tudo que vem acontecendo tem a ver com todos. Todavia, nosso grupo tem sofrido ataques de pessoas que passam por aqui e não compreendem nossa intenção, temos sido alvo de vandalismo”, afirma Inês, acrescentando que, geralmente, a maior parte dos transeuntes entende a intenção do grupo e se emociona com o memorial.

Paulino Silva, que é delegado municipal e estadual do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, foi uma das pessoas que passou pela iniciativa, na manhã deste sábado, e destacou sua importância. “Serve de alerta para a população sobre o que vem acontecendo e também sobre a necessidade de cuidado por todos.”

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