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Aumenta número de pessoas que buscam teste de HIV no município

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O número de pessoas que procuram a Secretaria de Saúde para fazer testes de infecção por HIV aumentou em Juiz de Fora. Os dados são do Departamento de DST e Aids e mostram que, desde 2015, o total de exames subiu no primeiro trimestre. Naquele ano, 957 pessoas foram testadas entre janeiro e março. Em 2016, o número de pacientes testados passou para 1.102, subindo para 1.337 no mesmo período deste ano. Atualmente, 3.480 pessoas estão em tratamento em Juiz de Fora.

Para o chefe do departamento, Oswaldo Santos Júnior, o aumento se deve a diversos fatores e pode estar relacionado, principalmente, com a proximidade com o carnaval, época em que a procura pelo setor aumenta 35%. De acordo com ele, o teste é essencial, não só quando a pessoa acredita ter sido exposta a um risco maior de infecção. “Antes a testagem era indicada para quem teve relações desprotegidas, fez transfusão de sangue ou utilizou drogas injetáveis. Hoje o teste é recomendado para todos que têm vida sexual ativa. Não existem mais grupos de risco, porque o HIV atinge pessoas de qualquer faixa etária e qualquer classe social.”

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Conforme os dados, o índice de testes positivos aumentou de 33 em 2015 para 37 em 2016, mas diminuiu neste ano, com 27 testes positivos de janeiro a março desse ano. No entanto, não é possível afirmar que houve diminuição no número de infectados na cidade. “Esse quantitativo está relacionado a pessoas que foram testadas e identificadas com HIV no departamento, mas cerca de 30% das pessoas tratadas por meio do departamento não são de Juiz de Fora e podem não ter sido diagnosticadas na cidade. Além disso, segundo o Ministério da Saúde, 30% das pessoas não sabem que estão infectadas, o que é problemático”, explica Oswaldo.

O tratamento é oferecido de forma gratuita pelo município. Desde março, os pacientes podem retirar os medicamentos a serem utilizados por 60 dias, mesmo período em que o paciente deve voltar ao departamento para se consultar. A testagem rápida e os medicamentos da profilaxia pós-exposição (PEP), indicados para pessoas que foram expostas ao risco até 72 horas antes de procurar o departamento, também são oferecidos pelo Município. Após 30 dias, o paciente é testado novamente para verificar se, de fato, ele foi infectado pelo vírus. O departamento fica no Centro de Vigilância em Saúde, na Avenida dos Andradas 523, no Morro da Glória.

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