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Prefeitura estuda carnaval sustentável para a cidade

parte do recurso da prefeitura e destinada a infraestrutura do desfile como montagem de arquivadas fernando priamo

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Parte do recurso da Prefeitura é destinada à infraestrutura do desfile, como montagem de arquivadas (Foto: Fernando Priamo)
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A realização do carnaval antecipado vai movimentar, pelo menos, R$ 1,5 milhão em Juiz de Fora. O valor considera o recurso investido pela Prefeitura na realização de todos os eventos, incluindo blocos, shows e desfiles. As cifras, no entanto, são ainda maiores e incluem a captação de recursos pelas escolas de samba e o consumo de foliões de Juiz de Fora e cidades vizinhas. Gostem ou não da folia, fato é que os eventos esquentam alguns setores da economia. Uma das metas da Prefeitura é que, nos próximos anos, o carnaval não dependa, exclusivamente, dos aportes do Poder Público e caminhe rumo à sustentabilidade Pelas contas da Funalfa, a estimativa de público é de 10 a 15 mil pessoas nos três dias de Passarela do Samba. Em toda a programação, o público pode chegar a cem mil.

Segundo o superintendente da Funalfa, Rômulo Veiga, o recurso será usado para garantir a infraestrutura para os desfiles das agremiações, como revestimento, arquibancadas, estrutura de alimentação e equipamentos de som, além dos palcos para os shows que integram a programação. Do montante, cerca de R$ 400 mil são repassados à Liga das Escolas de Samba de Juiz de Fora e distribuídos entre as escolas.

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De acordo com o superintendente, a verba é diluída em vários serviços, como contratação de costureiras, aderecistas, alegoristas e serralheiros, só para citar alguns. O dinheiro, no entanto, é apenas parte do montante investido pelas escolas, que, normalmente, contam com mecanismos de captação de renda, oriundos de promoção de eventos, por exemplo. Há, ainda, o apoio aos mais de 70 blocos autorizados para integrar a programação oficial da folia.

Ainda segundo a Prefeitura, um estudo começa a ser elaborado para que, nos próximos anos, o carnaval seja sustentável. A intenção é contar com outras fontes de receita, como a oriunda da renúncia fiscal para investimentos em projetos culturais. “Além de movimentar a economia, há a vantagem de atrair receita do empresariado.” Desta forma, avalia o superintendente, não se “asfixia” a festa, com o contingenciamento necessário neste momento. Outras metas são dimensionar o número de ocupações criadas e a movimentação econômica na cidade.

Antecipação

A realização do carnaval uma semana antes da data oficial, para a Prefeitura, traz vantagens, como conseguir reter a população e atrair a de outros municípios, não competir com outros destinos e opções de lazer e, ainda, obter menor custo na contratação de produtos e serviços.

Para a presidente da regional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel Zona da Mata), Carla Pires, o setor é beneficiado pelo calendário próprio adotado pelo município. Segundo ela, durante a folia propriamente dita, há evasão de consumidores, já que muitos aproveitam a folga para viajar. A festa antecipada em Juiz de Fora, avalia, atrai turistas e incentiva a própria população a sair de casa e consumir mais. Por isso, diz, levando em conta o aquecimento antes da hora e a queda na procura na semana seguinte, o saldo é positivo.

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Já o coordenador executivo do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Juiz de Fora, Rogério Barros, avalia que a repercussão tanto no setor de hotelaria quanto no de bares e restaurantes é tímida. Segundo ele, há uma redução do movimento motivada por viagens durante o feriado prolongado. Já o movimento oriundo do carnaval antecipado, na sua opinião, não atrai turistas, não impacta economicamente e nem compensa essa retração posterior. Ainda assim, avalia Barros, este é um momento já esperado pelo setor, cujo empresariado aproveita para realizar obras e melhorias nos estabelecimentos.

Para o presidente do Sindicato do Comércio (Sindicomércio), Emerson Beloti, as lojas especializadas que comercializam artigos sazonais são beneficiadas pela festa antecipada. Os negócios de venda de tecidos, fantasias e adereços comemoram, desde o início do mês, o aquecimento do mercado, motivado pela procura de juiz-foranos e moradores de outras cidades. O retorno dos desfiles das escolas de samba da cidade também foi destacado como fator de incentivo às vendas. Na avaliação de Beloti, no entanto, o segmento é uma parcela muito pequena na comparação com a totalidade do comércio local. “Os que lucram são essas empresas do varejo, além de supermercados, Hotéis, bares e similares.” O setor como um todo, no entanto, costuma amargar os dias parados. “Mas essa é uma tradição, e o comércio acaba se adequando.”

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