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Cidade tem sequência de roubos de veículos

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Casos ousados de roubos de veículos, alguns em plena luz do dia, vêm chamando atenção na cidade. Apenas esta semana, foram cinco assaltos, dois deles durante a tarde, em locais movimentados. Segundo dados da Polícia Militar, de janeiro até ontem, foram 14 ocorrências, uma média de uma a cada três dias. Destas, sete correspondem a motos roubadas e outras sete a carros. O modo de agir dos criminosos é semelhante: estão sempre armados e agem na companhia de um comparsa. Em muitas vezes, utilizam motos para interceptar a vítima. As polícias Civil e Militar garantem que estão atentas aos episódios e tomando as devidas providências.

No último episódio violento, uma mulher de 52 anos foi agredida por um assaltante e teve seu carro roubado na tarde de quarta-feira, no Bairro São Pedro, na Cidade Alta. De acordo com informações da Polícia Militar, por volta das 16h, a motorista estacionou seu Citroën C3 na Avenida Pedro Henrique Krambeck para comprar frutas. Em entrevista à Tribuna, ela, que pediu para não ter seu nome divulgado, contou detalhes da ação. “Nunca esperava, ali é um local movimentado. Eu desci do carro para escolher laranjas e dei a bobeira de deixar a chave na ignição. Quando retornava, fui surpreendida pelo assaltante, que me empurrou e gritava: “Sai que o carro agora é meu.”

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Segundo a vítima, ele chegou a pé e não mostrou nenhuma arma. “Sei que a polícia não pode estar em todo lugar o tempo todo, mas a gente nunca espera que isso vá acontecer a tarde. O mais desesperador foi vê-lo levando meu carro. Eu gritava por socorro e ninguém parava.” Na tarde de ontem, o Citroën foi encontrado pela PM no Bairro Santos Dumont, mesma região onde ocorreu o roubo.

Registros

A sequência de crimes desta semana teve início na madrugada de domingo, quando um motorista foi rendido por assaltantes armados logo após embarcar em um jipe Suzuki Jimny no Bairro Aeroporto, na Cidade Alta. No mesmo dia, um empresário teve sua Yamaha XT 660 cilindradas roubada por uma dupla armada que estava de moto, em meio ao trânsito no Bairro Santa Catarina, na região central. Na tarde de terça, dois criminosos armados entraram em uma loja de som automotivo no Bairro Fábrica, Zona Norte, e levaram uma caminhonete Hilux. Na mesma noite, outro motociclista teve sua Honda NXR160 Bros roubada, enquanto trafegava pela Avenida Deusdedit Salgado, na altura do Salvaterra, na Zona Sul.

Mapeamento

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De acordo com o titular da delegacia de Repressão à Roubos, Carlos Eduardo Rodrigues, um mapeamento complexo dos casos, desde de 2013, foi feito pela Polícia Civil. Em 2013, foram 41 roubos, em 2014, 72 registros e, no ano passado, 91. “A partir desta análise, entregue esta semana, vamos fazer nossas ações com mais qualidade, inclusive focando na repressão”, comentou, acrescentando que, nas últimas semanas, um homem foi preso revendendo peças usadas. Conforme o delegado, as apurações mostram que muitos veículos, principalmente motos roubadas, são usados na prática de outros crimes.

Segundo o assessor organizacional da 4ª Região da PM, major Marcellus de Castro, o número de casos registrados este ano até agora é quase o mesmo de igual período do ano passado, quando houve 15 ocorrências. “A PM está com patrulhamento reforçado nos locais onde as estatísticas nos mostram esta incidência criminal. Estamos fazendo muitas operações de abordagens a possíveis autores deste crimes, que, na maioria das vezes, estão em motos: o carona desce e toma a direção do veículo roubado.”

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