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Nilmário quer ampliar ressocialização de presos

segundo secretario cem presos serao apadrinhados na cidade administrativa fernando priamo18 01 16

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Segundo secretário, cem presos serão apadrinhados na Cidade Administrativa (Fernando Priamo/18-01-16)
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Segundo secretário, cem presos serão apadrinhados na Cidade Administrativa (Fernando Priamo/18-01-16)

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Secretário de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac), Nilmário Miranda visitou quatro cidades da Zona da Mata – Arantina, Pequeri, Paiva e Belmiro Braga – para realizar a entrega de um segundo lote de livros a bibliotecas municipais. A ação integra o Prêmio Mineiro de Direitos Humanos, concedido, em dezembro, a 33 municípios que registraram índice zero de homicídio nos últimos dez anos, de acordo com dados da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Rochedo de Minas também foi agraciada, mas, por questões de agenda, não recebeu a visita do secretário. A estada de Nilmário na região se encerrou ontem em Juiz de Fora, onde visitou o Centro de Referência de Direitos Humanos e defendeu que o entendimento das características dessas cidades pode ser um caminho para diminuir casos de violência em cidades de maior porte.

“Temos um projeto nacional para redução do número de homicídios. Certamente, difundir e homenagear essas cidades que baniram a violência letal e a crueldade com as pessoas é um dos caminhos. Tanto que vou pedir à UFJF que incentive pesquisas com relação à realidade desses municípios.” Nilmário se mostrou preocupado com os números de homicídios no estado e em municípios de médio porte. “Em Juiz de Fora, por exemplo, temos um homicídio a cada dois dias”. Aos olhos do secretário, uma das soluções para um efetivo combate à violência é que o Estado cumpra preceitos constitucionais que garantem a ressocialização dos presos. “Temos cerca de 66 mil presos. Quase metade é de presos provisórios. Isso gera prisões superlotadas e situações que pioram a segurança, em um modelo que aumenta a violência a curto prazo.”

O secretário afirma que, a curto prazo, pretende aumentar o número de acautelados em centros de ressocialização como a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac). “Hoje temos três mil presos em Apacs. Queremos chegar a cinco mil nos próximos anos. Queremos levar as mulheres e adolescentes infratores para este modelo, que tem alto potencial de ressocialização, inclusive de autores de crimes violentos”, afirmou Nilmário. O secretário declarou ainda que a questão passa por todas os setores do Poder Público e que pretende estabelecer parcerias com as demais pastas estaduais no fomento à reinserção de ex-detentos na sociedade.

“A partir de abril, vamos levar cem presos pré-egressos para a Cidade Administrativa. Cada um terá um padrinho para acompanhá-lo. É uma maneira de o centro do poder em Minas acostumar com a ideia de que preso é gente, se recupera e pode mudar seus objetivos de vida.”

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