Com a proximidade das festas de fim de ano, o serviço de abordagem e orientação à população sobre a prática de doação de esmolas será intensificado durante este mês. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Social e executada pela Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac), visa conscientizar o cidadão sobre o ato de dar esmola, por meio de uma campanha que foi lançada nesta quarta-feira (18). Durante esta época, todos ficam mais sensibilizados e solidários e, ao darem esmola, contribuem para que essas pessoas perpetuem nessa condição. Nosso maior desafio é convencer esses pedintes a aceitarem ajuda, e a população pode colaborar não dando dinheiro, afirma a chefe do Departamento de Proteção Especial da Amac, Alexandra Rossi.
Ao andar pelas vias do município, é possível notar pessoas pedindo esmolas em cruzamentos, ruas e sinais, realidade esta que envolve, além de crianças, adultos, idosos, artistas e portadores de necessidades especiais. Existem na cidade hoje três centros voltados para prestar assistência às pessoas com maior vulnerabilidade social. De acordo com a chefe do departamento, entre 300 a 400 delas passam pelo serviço mensalmente, podendo ser encaminhadas de acordo com a demanda apresentada. Temos hoje o Centro Pop, o Núcleo do Cidadão de Rua e a Casa da Cidadania que podem oferecer refeições, acompanhamento psicossocial, oficinas artísticas, cuidados com a higiene e condição de pernoitar no espaço. Serviços estes que são oferecidos durante todo o ano, destaca Alexandra.
Para o comerciante Rogério de Abreu, 52 anos, a prática de dar esmolas tem virado moda na cidade. Ando pelas ruas e percebo que a cada dia aparecem novas modalidades de pedido, como integrantes de grupos que utilizam faixas. Mas, até que ponto isso é verdade? Sou contra dar esmolas. Já o funcionário público Gil Oliveira, 46, diz que costuma dar esmolas para crianças e idosos. Dou por uma questão de distribuição de renda e por um ato de compaixão. É um ato cristão, e, mesmo que existam algumas pessoas dissimuladas, a grande maioria está em condição vulnerável.
Para fortalecer a campanha, panfletos serão distribuídos pelas ruas centrais da cidade. Durante esta ação, haverá a abordagem às pessoas em situação de rua. Os interessados em ajudar devem ligar para os telefones 3690-7770 ou 3690-7102.
