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JF tem média de cem quebras de rede ao mês

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A frequente quebra nas redes de água tem prejudicado o abastecimento na cidade. De acordo com estimativa da Cesama, por mês, há uma média de cem redes quebradas. A situação costuma se agravar nesta época por causa do maior consumo de água, que pode ficar até 35% acima da média. Além disso, o calor influencia na temperatura da água, que, ao passar pelas tubulações, principalmente as mais antigas, pode danificar o material, ocasionando os vazamentos. Nas últimas semanas, o problema foi vivenciado por moradores de vários bairros. Um dos casos mais graves aconteceu em novembro na Rua Felipe José, no Bairro Jardim Natal, Zona Norte, onde os moradores ficaram cinco dias sem água por causa do problema. Também houve interrupção do fornecimento por conta destas falhas nos bairros Ipiranga, Santa Luzia, Previdenciários, Sagrado Coração de Jesus e Jardim Gaúcho, na Zona Sul, e Vila Ideal, na Região Sudeste.

O gerente comercial da Cesama, Marcelo Mello do Amaral, ressalta que a falta d’água no Jardim Gaúcho foi a soma dos dois fatores: elevação do consumo por conta das temperaturas altas no final do período de estiagem – que chegou ao recorde anual de 34,7 graus naquele dia – e a quebra de uma rede que abastece a região. "Não está faltando água em Juiz de Fora. Os mananciais estão operando em plena normalidade e, todos os anos, a Cesama realiza, em janeiro, o trabalho de cooperação para não comprometer o abastecimento no resto do ano."

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Pela previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) de Belo Horizonte, nos próximos três meses, a situação pode vir a se repetir, pois são esperadas temperaturas ultrapassando a casa dos 30 graus. "Infelizmente é um problema que não tem como prevenir, apenas ter cuidado no momento em que o reparo for feito. A Cesama tem adotado técnicas modernas de assentamento e materiais adequados para permitir que redes fiquem mais resistentes aos esforços ocorridos no pavimento", destacou. A assessoria de comunicação da companhia informa que, de 2009 até setembro deste ano, 4.392 metros de tubulações já foram trocados na cidade e, nos últimos quatro anos, foram substituídos 49.248 metros de tubulações de água e esgoto na cidade.

Outro fator que propicia a quebra de redes é o relevo acidentado de Juiz de Fora. Boa parte do sistema de distribuição é feito por meio de bombeamento, a partir de elevatórias, que transportam a água até regiões mais altas. Com variações de pressão em função do consumo, as tubulações ficam suscetíveis a rupturas. Para normalizar as pressões, a Cesama tem implantado reservatórios em pontos mais altos. Hoje existem 177 estações elevatórias e 90 reservatórios de água no município.

 

Reclamações

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"Noventa e nove por cento das ocorrências são resolvidas no mesmo dia, e o abastecimento é suspenso por no máximo quatro horas", ressalta Marcelo do Amaral. Porém, para os afetados com a falta d’água, isso não acontece tão rápido assim. Auxiliar de serviços gerais e moradora do Jardim Natal, Josina de Souza, 47 anos, conta que o problema começa sempre no fim de semana. "Sexta-feira é o dia de faltar água. Dependemos de uma bomba que fica no Bairro Jóquei Clube e, constantemente, ela desliga, e ficamos sem o abastecimento." Conforme informou a assessoria de comunicação da Cesama, a demora para solucionar o problema no Jardim Natal aconteceu pela dificuldade da equipe para encontrar o ponto onde houve a quebra. Além disso, foi necessário utilizar o equipamento geofônico, no período noturno, para localizar vazamentos na tubulação.

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