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Prédio onde ocorreu explosão não tem auto de vistoria dos Bombeiros

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Continuam internados quatro dos cinco feridos na explosão ocorrida na tarde de quinta-feira na garagem de um edifício residencial na Rua Severino Meirelles, no Bairro Passos, na Zona Sul de Juiz de Fora. Ontem o Corpo de Bombeiros informou que o edifício não tem auto de vistoria. De acordo com a chefe da assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, tenente Priscila Adonay, este documento é lavrado após “um processo em que é observado se o prédio está atendendo a todos os itens de segurança. O procedimento de prevenção é chato, rigoroso, cheio de detalhes para garantir a segurança”. Ainda conforme a tenente, o síndico do condomínio será notificado, recebendo um prazo para regularizar a situação e enviar documentação para a corporação analisar.

Com relação às vítimas da explosão, a assessoria do Hospital Monte Sinai informou que Consuelo Esteves de Souza, 50 anos, permanecia ontem em estado grave na UTI, sedada e com evolução estável. A mulher é filha de uma moradora do prédio e teve cerca de 40% do corpo queimado. Já os quatro homens que também foram atingidos foram levados para o HPS. O bombeiro hidráulico Vinícius Monteiro Cardozo, 68, que realizaria a impermeabilização da cisterna do edifício, teve queimaduras, principalmente no rosto e no braço. Conforme a Secretaria de Saúde, ele estava na sala de urgência, e iria passar por procedimento conhecido como desbridamento, que consiste na retirada de tecido desvitalizado ou de corpo estranho de uma ferida, mas estava lúcido e orientado. O zelador do edifício José Antônio Rosa, 58, também foi queimado durante o acidente e permanecia em observação. Ele seria submetido a endoscopia e aguardava avaliação da equipe de cirurgia plástica.

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Outros dois homens que trabalhavam na portaria no momento da explosão ficaram feridos após um deles sofrer queda de escada. Um paciente, 43, continuava em observação no HPS ontem e passaria por avaliação pela equipe de neurocirurgia. O outro, 50, foi medicado e recebeu alta ainda na quinta.

 

O acidente

O acidente ocorreu por volta das 15h de quinta-feira, e o estrondo foi ouvido a mais de um quilômetro de distância do prédio. A Defesa Civil foi acionada para verificar a segurança da construção, mas a estrutura não foi abalada. Segundo a tenente Priscila Adonay, a cisterna foi esvaziada, e todo material orgânico que havia começou a decompor, formando o gás metano, que se torna explosivo em contato com o ar. Um maçarico foi utilizado pelo bombeiro hidráulico para soldar um equipamento próximo à cisterna, ocorrendo a explosão. “Ao lado da cisterna havia uma caixa d’água de cinco mil litros. Atrás, um carro e, na sequência, uma central de gás LP (reservatório de gás). Então, a caixa d’água absorveu o impacto e o fogo. E aí, não deixou que atingisse a central de gás. Se não tivesse a caixa d’ água, iria atingir a central e seria pior.”

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