Ícone do site Tribuna de Minas

Aulas na UFJF retornam hoje

PUBLICIDADE

Começa hoje (19) o segundo semestre letivo de 2012 da UFJF, com o retorno de 15 mil alunos às atividades. O atraso no calendário da instituição se deve aos 144 dias sem aulas em função da greve dos docentes, que atingiu a maioria das federais do país. Pelo cronograma de reposição, as atividades do semestre serão encerradas no dia 6 de abril, e o princípio do ano letivo de 2013 ficará para maio. Segundo o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, a paralisação trouxe diversos prejuízos à universidade. "Quando a reposição começou, já sabíamos que este seria um período conturbado, pois retomar o conteúdo iniciado depois de tanto tempo sem aulas é, por si só, uma aberração pedagógica."

Além dos veteranos, 2.186 calouros ingressem na universidade neste período, sendo1.811 em Juiz de Fora e 375 no Campus Governador Valadares. Na quinta-feira, eles serão recepcionados com uma programação especial prepara pela instituição. Durante o dia, serão dadas orientações de diversos setores da UFJF. Já à noite, será exibido o filme "Titãs – a vida até parece uma festa", na Praça Cívica. Os ingressantes devem confirmar frequência entre os dias 19 e 21, das 9h às 11h30 ou 13h30 às 19h30, no Anfiteatro das Pró-Reitorias, apresentando documento de identidade.

PUBLICIDADE

 

Pism

Com a alteração do calendário da UFJF, o Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) também foi afetado, tendo a data da prova alterada. Normalmente aplicado em dezembro, o exame será realizado entre os dias 20 e 22 de janeiro. Uma das preocupações dos estudantes em relação ao teste é a demora na publicação do edital. Segundo Magrone, o documento ainda não foi divulgado porque a universidade precisa redefinir sua política de cotas, buscando adequar-se à lei sancionada pela presidente Dilma Roussef, no mês passado. A legislação prevê a reserva de metade das vagas das federais para estudantes oriundos de escolas públicas até 2016.

 

PUBLICIDADE

Ajustes

A UFJF adota políticas afirmativas desde 2006 e, até o momento, elas beneficiam quem cursou, pelo menos, quatro anos do ensino fundamental e todo o ensino médio em instituição pública. Já o novo critério exige apenas três anos do ensino médio na rede pública. Atualmente não há cota para índios ou análise da renda familiar per capita, aspectos também contemplados pela nova legislação. Segundo Magrone, há uma reunião pré-agendada para amanhã, na qual o Conselho Superior (Consu) deve chegar a um consenso sobre os ajustes necessários ao sistema de cotas. "Tão logo essa reunião seja encerrada, a decisão será encaminhada para a Comissão Permanente de Seleção (Copese) e, posteriormente ao Ministério da Educação, junto com o termo de adesão ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Em seguida, o edital será publicado para que não haja mais atrasos," finaliza o pró-reitor.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile