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Veículo pesado aumenta risco no perímetro urbano

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Sem vias alternativas, veículos pesados trafegam para ter acessos para as estradasde trânsito
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Sem vias alternativas, veículos pesados trafegam para ter acessos para as estradasde trânsito

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Acidentes envolvendo carretas e caminhões de grande porte no perímetro urbano trazem à tona novamente a discussão sobre o uso do município como rota de passagem. Sem um anel rodoviário ou vias alternativas, os veículos pesados trafegam por corredores de trânsito de Juiz de Fora para terem acesso a estradas, já que a cidade faz ligação com rodovias importantes como a BR-040, a BR-267, a MG-353 e a MG-133. Além de contribuir para congestionar ainda mais o tráfego urbano, as carretas têm aparecido de forma recorrente em acidentes graves. Episódios recentes confirmam o perigo. Na última quarta-feira, houve duas ocorrências, uma com morte e outra com ferimentos.

No mês passado, a descida de caminhão pela Avenida Presidente Itamar Franco (antiga Independência), no sentido Centro, envolveu-se um acidente com uma cegonheira e três carros de passeio. Duas pessoas ficaram feridas e houve congestionamento no entorno. "Tem aumentado muito o número de carretas e caminhões circulando na cidade. Passam onde é proibido, carregam excesso de peso, isso sem contar a fumaça e o barulho de escapamento", pontua um leitor, por e-mail.

Restrições

O inciso quatro do artigo 231 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) considera o descumprimento dos limites de carga, tamanho e o desrespeito ao horário determinados pela legislação como infração grave, sujeita a multa de R$ 127, 69, com perda de cinco pontos na carteira de habilitação e retenção do veículo. Conforme a Settra, a circulação de caminhões com capacidade acima de quatro toneladas é proibida na região central entre 11h e 20h de segunda a sexta-feira, e aos sábados das 11h às 15h, em todas as vias situadas no polígono formado pela Avenida Francisco Bernardino, Avenida Independência, Rua Santo Antônio, Rua Espírito Santo, Avenida Olegário Maciel, Rua Tiradentes e Rua Barão de Cataguases. A regra é a mesma para o trecho da Avenida Rio Branco entre a Rua Agassis e a Avenida dos Andradas e Rua da Bahia.

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Ainda segundo a Settra, 118 caminhões foram autuados em flagrante por circulação em local ou horário proibido de setembro de 2010 a setembro de 2011. No mesmo período, 12 foram multados por exceder as dimensões permitidas para o veículo ou o volume de carga.

Fiscalização reforçada em dezembro

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Ontem a Tribuna registrou a circulação de caminhões e carretas chegando e deixando a cidade pela Avenida Itamar Franco (antiga Independência), principal porta para quem chega pela BR-040 ou tem como destinos as capitais Rio de Janeiro ou Belo Horizonte. Outras vias também são utilizadas como continuação das estradas, como a Avenida Rio Branco, na altura da Garganta do Dilermando, usada por caminhoneiros quem vêm de cidades como Piraúba, Ubá e Rio Pomba, e a Alameda Ilva Mello Reis, principal ligação com a BR-267.

O Chefe de fiscalização da Settra, Jorge Lima, explica que, além do fluxo de veículos pesados oriundos das rodovias na área central, há os que abastecem a rede de comércio e serviços e precisam chegar ao Centro. Lima sugere que as empresas criem entrepostos de redistribuição de carga, uma alternativa já adotada por alguns estabelecimentos locais. Segundo ele, a partir de dezembro, a Settra vai intensificar a fiscalização de caminhões na cidade por conta da proximidade do Natal. "Esses caminhões trazem transtornos. Muitos ficam perdidos na cidade. Com a chegada do Natal, o tráfego de pedestres e de carros menores é acentuado, por isso, vamos ser rigorosos com a circulação e a parada de caminhões em horários proibidos."

Já o professor da UFJF, Cézar Henrique Barra, defende que a cidade precisa de um rodoanel. A proposta é a criação de uma estrada ligando a MG-353 à BR-040 e um outro acesso denominado Contorno Leste, que sairia da BR-267, altura do km 81, entre o Bairro Floresta e Bicas, indo até o km 1,3 da MG-350 (Chácara) e depois seguindo até a MG-353, km 60, totalizando cerca de 28 quilômetros.

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