
Vinte motos foram abordadas, dez estavam dentro dos padrões e outras dez foram notificadas
A primeira blitz para fiscalizar o uso de equipamentos de segurança e o licenciamento correto dos motofretistas foi realizada na tarde desta quinta-feira (18) em Juiz de Fora. Agentes de trânsito da Settra e policiais militares estiveram na Rua José Lourenço Kelmer, próximo à entrada do Jardim Casablanca, na Cidade Alta, para a ação, que deve ser realizada diariamente com enfoque nos bairros da cidade. Vinte motos foram abordadas, dez estavam dentro dos padrões e outras dez foram notificadas. Destas, cinco foram removidas e outras duas retidas no local até que o problema fosse resolvido. O chefe da fiscalização da Settra, Jorge Lima, explica que a maioria das autuações está ligada ao licenciamento do veículo. Apesar do período de 60 dias de adaptação firmado após a assinatura da ata que regulamenta a atividade de motofrete em Juiz de Fora ter terminado na última quarta-feira (17), os entregadores ainda apresentam dúvidas.
Parte dos profissionais parados na blitz estava com a documentação da motocicleta registrada em nome de pessoa física e indicação de transporte para passageiros, o que, segundo Lima é incorreta, já que estavam transportando carga. "Já tiveram tempo para adaptação. Agora é hora de fiscalizar." Outra situação que causou dúvidas diz respeito ao licenciamento em nome de pessoa jurídica. Nesse caso, a placa permanece na cor cinza, mas o documento deve vir com a inscrição de transporte de carga, e o motofretista deve levar no baú material da empresa, não caracterizando o motofrete. "No caso de blitz, o motofretista deve provar que o que ele carrega pertence à empresa." O transporte de material de empresa no veículo registrado em pessoa jurídica, mas com documentação para passageiros também é irregular.
O correto na profissão de motofretista é o licenciamento para transporte de carga e o emplacamento vermelho, não importando a natureza física ou jurídica.

