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Aumento de micos preocupa moradores

micos buscam comida nas casas do vale do ipe leonardo costa12 09 16

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Micos buscam comida nas casas do Vale do Ipê (Leonardo Costa/12-09-16)
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Micos buscam comida nas casas do Vale do Ipê (Leonardo Costa/12-09-16)

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Animais silvestres soltos pelas ruas do Vale do Ipê têm preocupado os moradores do bairro, que não sabem como agir diante da situação. Segundo o estudante Frederico Rocha, 25 anos, eles vêm em busca de comida. “Estamos alimentando e cuidando para que eles não morram. São muitos miquinhos, sendo alguns filhotes.” O estudante conta que a situação se intensificou há cerca de três semanas, quando os animais começaram a entrar em sua casa. Para ele, o problema é consequência do desmatamento de 267 árvores no terreno da antiga fábrica Ferreira Guimarães, na Rua Bernardo Guimarães, em maio do ano passado.

Conforme a bióloga do Instituto Estadual de Florestas (IEF), nem o órgão e nem o Ibama estão autorizados a manejar animais de vida livre sem uma causa de força maior. “Para evitar que esses animais se aproximem das casas, a população não deve alimentá-los. Quando o animal é alimentado, ele fica acostumado e começa a procurar ali a sua comida.” Ela explica que, apesar da população ficar consternada com os animais, acreditando que eles estejam passando fome, o melhor é não alimentá-lo, deixando com que ele busque comida em outro local, mais propício à sua vida. Além disso, a bióloga afirma que trazer o animal silvestre para perto dos seres humanos sempre vai gerar conflitos. “Qualquer interação com animais silvestres, quando a pessoa não tem treinamento ou equipamento adequado, é perigoso. Não sabemos qual doença o animal pode transmitir, assim como nós podemos transmitir doenças para o animal.”

Sarah enfatiza que o desmatamento costuma gerar fuga da comunidade animal para outro local. No entanto, no caso do Vale do Ipê, a bióloga conta que o surgimento de saguis ou mico estrela é comum nessa região. “É comum vê-los nos fios e atravessando as ruas, o que é perigoso, mas ali é o ambiente deles. Temos que aprender a conviver. A melhor forma é evitar interação e não alimentá-los.”

O assessor de comunicação da 4ª Cia Independente de Meio Ambiente e Trânsito Rodoviário, sargento Marcelo Mirandela, informou que a polícia não pode capturar animais soltos. “Só podemos recolher animais soltos se o Ibama autorizar, o que ocorre quando o animal está agredindo a população ou devido a outras situações adversas.” Caso o animal esteja preso dentro da residência, sem conseguir sair, a Polícia do Meio Ambiente pode ser acionada pelo telefone 3228-9052.

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