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Mutirão de DNA tem inscrição até amanhã

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Terminam nesta sexta-feira as inscrições para o mutirão “Direito a ter pai”, realizado pela Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais. A mobilização acontecerá no próximo dia 26 em Juiz de Fora. Durante o evento, serão realizados gratuitamente exames de DNA, com coleta feita por profissionais de saúde, reconhecimento extrajudicial de paternidade, elaboração de acordos relacionados a alimentos, guarda, visitas, orientação e agendamento para propositura de ações de investigação da filiação. Também nesta edição será realizada a coleta de material genético de parentes do suposto pai já falecido, com o objetivo de se atestar o estado de filiação. Os resultados dos testes de DNA ficam prontos em um prazo de 60 dias.

Para participar, a mãe da criança, o suposto pai ou a pessoa maior de 18 anos em busca do reconhecimento deve fazer o cadastro, até amanhã, na Defensoria Pública (Avenida Rio Branco 2.281, 10° andar), das 11h às 16h. É necessária a apresentação dos documentos pessoais e da certidão de nascimento da criança, além do endereço do suposto pai. A coordenadora-regional da Defensoria Pública Juiz de Fora, Ana Lúcia Leite, alerta para que os interessados façam sua inscrição o mais rápido possível, pois só restam 30 vagas para serem preenchidas.

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Segundo a defensora, a ação busca promover a aproximação das crianças com seus pais, de modo a evitar os transtornos e estigmas que a descoberta da filiação tardia pode ocasionar. “Nós acreditamos que o reconhecimento da paternidade é importante para a formação completa da personalidade. O conhecimento do pai evita problemas de preconceito e auxilia, até mesmo, em tratamentos de saúde.”

Negativos

Cerca de 20% dos resultados do primeiro mutirão, realizado em outubro do ano passado, deram negativos. A defensora Ana Lúcia orienta as mulheres a não se intimidarem com a possibilidade de dar negativo. “Mesmo se não der positivo, a mãe estará resolvendo uma parte importante da história da família. Não há julgamento moral ou ético, mas somente a busca pela verdade.” De acordo com ela, na maioria das vezes, são as genitoras que buscam pelo reconhecimento da paternidade. Já a procura dos pais pelo suposto filho ainda é mínima.

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Ana Lúcia contou que no primeiro mutirão foram realizadas 110 inscrições, mas houve um grande número de desistências. No total, foram feitos 78 DNAs.

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