Inconformado com a demora na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Luzia, Zona Sul, um paciente invadiu no domingo o consultório do médico plantonista e exigiu ser atendido. Antes, ele já havia acionado a polícia. Na Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) Vila Olavo Costa, Zona Sudeste, usuários recorreram ontem à Ouvidoria Municipal de Saúde e relataram que não havia médico no posto. No HPS, pacientes também denunciaram o fato de somente um profissional estar no trabalho na manhã de ontem. Para a ouvidora Edna Rodrigues, a falta de médicos nos postos do SUS pode estar relacionada ao período eleitoral. Este é um fato que ocorre em todo o país. Vários profissionais deixaram de exercer suas funções para se candidatar, agravando a situação. As demandas citadas foram encaminhadas à Secretaria de Saúde para que sejam tomadas providências, informou a ouvidora.
Segundo a secretária de Saúde, Maria Helena Leal Castro, alternativas foram criadas para minimizar os transtornos. Tanto no setor de urgência como no atendimento básico buscamos completar o quadro de funcionários. Entretanto, em algumas ocasiões, ocorre a falta de profissionais de alguma especialidade. Este é o caso do HPS e da Uaps. Já na unidade da Vila Olavo Costa, a secretária informou que designou um médico para substituir o anterior.
No caso dos médicos de família, um concurso público está agendado para dezembro deste ano. Para atrair interessados, a Prefeitura, de acordo com Maria Helena, oferece a opção de carga horária de 20 horas ou 40 horas. Ainda pretendemos efetivar os médicos de Saúde da Família que atuam por contrato, colocando fim a um dos principais problemas enfrentados pelo sistema de saúde: a rotatividade de profissionais.
