
Sábado foi o Dia D de vacinação contra o sarampo e a poliomielite. Pela manhã, já havia ampla movimentação no PAM Marechal e nas 63 Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade. Além das UBSs, que ficaram de portas abertas das 8h às 17h, o Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente, a Igreja do Bairro Bairu, e os shoppings Independência, Jardim Norte e Santa Cruz também participaram da campanha que mobilizou mais de 850 profissionais em 69 postos de atendimento no município. O objetivo é ampliar o acesso da população, a única forma de prevenção contra estas doenças.
De acordo com o Ministério da Saúde, a meta é imunizar 95% do público-alvo, crianças de 1 ano a 4 anos, 11 meses e 29 dias. Mesmo aquelas que já tomaram as duas doses da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) precisam tomar a dose extra. No caso da vacina contra a poliomielite, o limite de idade é 4 anos. No caso do sarampo, pais que tenham filhos acima dos 5 anos devem levar o cartão vacinal para que seja avaliado se todas as doses foram aplicadas.
Para garantir a imunização dos filhos gêmeos, Vanessa Aparecida de Souza Larcher Botelho, 28 anos, acordou cedo. Mesmo com choro em dose dupla, os irmãos Mateus e Gabriel, 4 anos, receberam a proteção em forma de vacina. “A preocupação principal é a saúde deles. Por isso, a gente precisa fazer tudo para que fiquem bem e saudáveis”, comentou Vanessa. Ainda enxugando as lágrimas, os gêmeos foram abraçar o Zé Gotinha, que compareceu ao PAM Marechal para dar aquela força a criançada. “Chorei porque doeu só um pouquinho”, justificou Gabriel, que é fã dos super-heróis Os Incríveis. Já João Pedro Moratório, de 3 anos e 11 meses, deu uma aula de coragem ao ser picado na cabine de vacinação. “Não tenho medo de nada”, disse, sorrindo, o filho da professora da educação infantil Flávia Moratório, 42 anos.
De acordo com a médica do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Sônia Rodrigues, “no Brasil não há casos de poliomielite desde 1989, mas há registros em três países, fazendo com que ainda exista o risco de contaminação, sendo necessária a manutenção da taxa de vacinação no país. Com relação ao sarampo, é doença que passa de pessoa para pessoa, e como a vacina é o único meio de prevenção, para evitar um surto no Brasil, é de suma importância a adesão a essa campanha de vacinação, principalmente no ‘Dia D’.” Até o momento, Minas Gerais não tem caso confirmado de sarampo.

