Estão sendo julgados em júri popular na tarde desta segunda-feira (18) dois homens envolvidos na morte de Carlos Alberto Pacheco Filho, de 29 anos, conhecido como "Betão", assassinado com um tiro nas costas, em 20 de fevereiro de 2013. Os réus Wenderson Walerson da Silva, 20 anos, que supostamente teria atirado contra a vítima, e Rodrigo Júnior de Souza, 32, que teria fornecido o revólver calibre 32 usado no assassinato, respondem pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. O terceiro envolvido, um comerciante de 32 anos, que seria o mandante da morte, teve seu processo desmembrado, sendo seu julgamento marcado para outra data, ainda não confirmada, uma vez que seu advogado de defesa está doente. A sessão do júri teve início às 14h e está sendo presidida pelo juiz Cristiano Alves Valadares do Lago. Os réus respondem ao processo em regime fechado.
O corpo de Betão foi encontrado com um tiro no lado esquerdo das costas em uma via vicinal na área rural a poucos metros da Estrada Elias José Mockdeci, no Bairro Náutico, Zona Norte. Na época, o inquérito da Polícia Civil apontou que o comerciante, suspeito de ter planejado a morte, agiu devido a uma dívida de R$ 18 mil e também teria estado presente no momento da execução. Desde a porta da casa dele, no Centro, onde a vítima teria sido rendida em seu próprio Golf preto, por volta das 23h40, o mandante teria acompanhado o matador até o local ermo e dado ordens para o disparo fatal.
