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Parada Gay toma as ruas por igualdade de direito

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A expectativa de levar 80 mil pessoas para a Avenida Rio Branco neste sábado (18) para a 10º Parada Gay foi atingida ao longo do desfile para a organização do Movimento Gay Minas (MGM). Já a Polícia Militar informou que cerca de 33 mil pessoas compareceram ao evento. Com concentração marcada no Parque Halfeld, o movimento começou a crescer no início da tarde, quando os quatro trios elétricos, posicionados na esquina da Rio Branco com a Rua Floriano Peixoto, se deslocaram para o ponto inicial do evento.

"Viemos para a avenida reivindicar nosso direitos, não privilégios. Precisamos de políticas públicas que nos contemplem. Não queremos nem mais nem menos", ressaltou o coordenador de projetos e um dos organizadores da Parada Gay, Oswaldo Braga. Já para o presidente do MGM, Marco Trajano, o ano passado, representou um avanço para a comunidade gay em termos jurídicos, com a aprovação da união estável homossexual. Trajano pontuou, porém, a necessidade de avanço no Legislativo. "Vivemos em um estado laico, e assim ele deve permanecer", defende. Para ele, a questão da homofobia precisa ser constantemente debatida. "Fico feliz em ver que esta não é só uma luta dos gays, mas de toda a sociedade, que deve ser livre de qualquer preconceito."

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O Hino Nacional, este ano, ficou a cargo da travesti Xuxu, que cantou sua versão remixada, seguida de uma música de sua autoria. "É uma responsabilidade muito grande para um artista cantar o hino, ainda mais hoje, que canto para meu maior público." Após o hino, o tradicional beijo entre o presidente do MGM, Marco Trajano, e seu companheiro de mais de 20 anos, Oswaldo Braga, marcou o início oficial do desfile, às 14h10. "Apesar do caráter festivo, a Parada é um evento político. Ela ocorre há dez anos e serve para mostrar nosso orgulho em dizer que nosso amor não é diferente do de ninguém", explica Trajano.

Presidente do Movimento Gay da Bahia, o professor e antropólogo Luiz Mott, destacou a parada de Juiz de Fora como única. "Aqui vemos toda a população participando, pessoas de todas as classes sociais. Em Salvador, por exemplo, isso nunca iria acontecer. Só vemos algo assim em Juiz de Fora, que é sempre aberta para a comunidade." Para o estudioso, a cidade é pioneira na questão dos direitos dos gays e deve servir de exemplo para todo o país.

Assim como no ano passado, um forte esquema de segurança foi montado com o intuito de coibir brigas e realizar buscas por armas brancas e de fogo. As vias perpendiculares à Avenida Rio Branco receberam grades instaladas para controlar o acesso do público. Integraram as operações de segurança, no Centro, 383 policiais militares e 20 guardas municipais. Para evitar que conflitos chegassem à avenida, a polícia realizou a operação "Pit Stop" nas saídas de bairros e durante o trajeto até o Centro.

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