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Índice de tratamento de esgoto em JF chega a 50%, afirma Cesama

Tratamento de esgoto em JF chega a 50%, afirma Cesama

Foto: Fernando Priamo/Arquivo TM

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Segundo a Companhia de Saneamento Municipal (Cesama), o índice de tratamento de esgoto em Juiz de Fora chega a 50% ao longo do dia. O número foi revelado pela empresa nesta sexta-feira (18), em encontro com a imprensa no qual a Cesama esclareceu diferenças no método de cálculo do índice em relação a estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, em que a cidade ficou apenas na 70ª posição entre os cem municípios mais populosos do país.

No levantamento do instituto, Juiz de Fora aparece com apenas 12,75% do esgoto tratado. Entre os dados das cidades mineiras que aparecem no ranking, o índice juiz-forano é o pior – a lista ainda tem Uberaba (9º), Uberlândia (11º), Montes Claros (16º), Belo Horizonte (43º), Contagem (64º), Betim (65º) e Ribeirão das Neves (66º). Contudo, a pesquisa é relativa ao ano-base 2023 e apresenta diferença no método de cálculo em relação ao utilizado pela Cesama.

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O cálculo da Companhia leva em consideração que a porcentagem de água fornecida para a população que vai para a rede de esgoto é de 80%. “Esse número foi concebido a partir da experiência de sistemas funcionando de longa data, que entendem que é o real no Brasil. Pegamos o volume de esgoto tratado e dividimos pelos 80%. Multiplicando por 100, temos a porcentagem de esgoto tratado em Juiz de Fora”, explica o diretor-presidente da companhia, Lincoln Santos. “Já o método utilizado pelo Trata Brasil considera que 100% da água que a Cesama fornece volta para a rede de esgoto. Isso aumenta o denominador e gera um resultado menor.”

A partir do fechamento do ano, em 31 de dezembro, as companhias de saneamento têm até o mês de julho para compilar todos os dados para o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa). A divulgação oficial ocorre dois anos depois. Ou seja, o último ranking do Trata Brasil diz respeito a números de 2023. “Há uma defasagem de dois anos. Os dados já não exprimem o que está sendo tratado nem em Juiz de Fora, nem no Brasil. Não colocam a realidade atual”, defende o diretor-presidente da Cesama. Considerando os dados de 2023, pelo cálculo da Companhia, o índice de tratamento juiz-forano chegaria a 15,9%, acima dos 12,75% considerado pelo ranking do Instituto Trata Brasil.

De acordo com apresentação da empresa, as atuais porcentagens, em 2025, são de 39,4%, no índice utilizado pela empresa; que corresponde a 31,51% no método de cálculo do Instituto Trata Brasil. “Quando passarmos os dados ao Sinisa em 2026, isso irá refletir no panorama em 2028 – quando estivermos entregando o governo. Nós estaremos próximos às primeiras colocações do ranking do saneamento”, garante.

A empresa utiliza seu próprio método para calcular o índice de tratamento, com a justificativa de ser mais preciso do que um cálculo anual e mostrar a situação ao longo do dia. Para tal, a vazão é considerada. Para fazer a comparação, a base utilizada é o potencial gerado de esgoto na cidade, a partir do volume de água que produz (1.612 litros por segundo). Desse número, 35% é descontado pelo que se perde no processo; 65% da vazão produzida chega à casa do usuário (1.048 litros por segundo). Conforme a Cesama, somente uma parte dessa água é transformada em esgoto: 80%, ou 838 litros por segundo. O índice varia ao longo do dia. Em gráfico apresentado no encontro, dentro de 24 horas, o nível pode chegar a 50%.

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Lincoln Santos esclarece que duas informações são essenciais para o Sinisa calcular o índice de tratamento de esgoto. “Primeiramente, o volume total de água fornecida para a população de Juiz de Fora no período de um ano, computado a partir da soma de tudo que micromedimos através dos hidrômetros das casas, prédios, comércio, indústria. O segundo fator é o volume de esgoto que efetivamente tratamos. Medimos, em cada estação de tratamento de esgoto (ETE), através da Calha Parshall, que possui um medidor ultrassônico para a leitura da altura da lâmina d’água. Com isso, calcula vazão e o volume.”

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