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Uso de ciclorrotas provoca dúvidas na Rio Branco

depois de ser fechado por dois veiculos ciclista desiste do asfalto e segue pela calcada na altura da praca do riachuelo fernando priamo17 06 16

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Depois de ser fechado por dois veículos, ciclista desiste do asfalto e segue pela calçada na altura da Praça do Riachuelo (fernando priamo/17-06-16)
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Depois de ser fechado por dois veículos, ciclista desiste do asfalto e segue pela calçada na altura da Praça do Riachuelo (fernando priamo/17-06-16)

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Três dias após o início da pintura das ciclorrotas, na Avenida Rio Branco, motoristas e ciclistas ainda têm dúvidas quanto à utilização do dispositivo. A Tribuna ficou cerca de uma hora, no início da noite de ontem, observando o comportamento do trânsito na altura do Manoel Honório, Zona Leste, e percebeu que ainda não existe respeito por parte dos condutores de carros e motos. Ao mesmo tempo, usuários do modal afirmam sentir insegurança para dividir as bicicletas com os veículos motorizados. De acordo com a Settra, ainda é cedo para fazer uma avaliação detalhada, mas a pasta está atenta à eficácia da implantação do sistema, e adequações podem ser feitas, caso a necessidade seja constatada. Agentes de trânsito e engenheiros de tráfego avaliam o comportamento, presencialmente e por meio das câmeras de trânsito do Infotrans.

Para o professor de educação física Guilherme Vaz de Sá, 26 anos, que circulava de bicicleta ontem na Rio Branco em direção ao Centro, o funcionamento ainda é confuso. “O carro não dá preferência para a bicicleta, mesmo com as faixas de sinalização horizontal. Eu continuo andando bem no canto, próximo ao meio-fio, senão serei atropelado.” Opinião semelhante tem o militar reformado Benjamin Jesus da Silva, 52, que ontem trafegava sobre o passeio. “Ando de bicicleta desde os 10 anos, pelo menos 20 dias por mês. Prefiro andar na calçada, pois me sinto mais seguro. Outro dia passei pela avenida de carro, e é muito difícil dar preferência ao modal com um trânsito desses. Acho que deveria ser algo separado do tráfego de veículos.”

Já o taxista Jefferson Brugger, 29, avalia que falta conscientização. “Eu nem sei exatamente como funciona. Penso que deveria ter uma faixa contínua, com mais evidência.” Para o também taxista Frederico Augusto, 38, falta trabalho educativo. “O maior tem que dar preferência ao menor, mas não tem respeito. Acho que mais seguro seria um espaço destinado às bicicletas nas próprias calçadas.”

 

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Demanda

O projeto das ciclorrotas foi apresentado há cerca de dez dias pela Prefeitura, atendendo a uma demanda de grupos de ciclistas da cidade. Inicialmente estão sendo feitas pinturas no asfalto da Avenida Rio Branco e, nos próximos dias, parte da pista já pintada começa a receber sinalização vertical. Todo o trabalho nesta via deve terminar até o fim do mês. Depois, serão estendidos para outros corredores de tráfego do município. Ao todo, são 40 quilômetros de rota, com a distribuição de 500 placas indicativas.

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As ciclorrotas são espaços compartilhados dentro de ruas ou avenidas, podendo ser utilizadas por outros veículos, como carros e motos, além dos pedestres, já que as pinturas indicativas também estarão presentes em algumas faixas de travessia.

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