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Greve deve adiar matrícula na UFJF

proximo ao predio da reitoria lixeiras estao com excesso de detritos

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Próximo ao prédio da Reitoria, lixeiras estão com excesso de detritos
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Próximo ao prédio da Reitoria, lixeiras estão com excesso de detritos

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No anel viário, cresce o mau cheiro com o lixo espalhado

A greve dos técnico-administrativos da UFJF, que já dura 20 dias, deve afetar a matrícula dos alunos aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e no Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism). Em assembleia realizada na manhã de ontem, os grevistas, por meio do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf), decidiram que não realizarão a matrícula dos novos alunos dos campi de Juiz de Fora e Governador Valadares.

O procedimento para os ingressantes pelo Sisu e Pism estava marcado para os dias 22 e 23 de junho, no Anfiteatro da Reitoria, no campus Juiz de Fora, e no Colégio Pitágoras, em Governador Valadares. Dentre as vagas oferecidas pela UFJF, 1.005 são destinadas ao campus de Juiz de Fora, distribuídas entre 31 cursos, e 245 para o campus de Governador Valadares, com oito cursos disponíveis.

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Por meio de nota, a UFJF informou que o reitor Júlio Chebli recebeu, na tarde de ontem, o ofício que comunica a decisão dos grevistas de suspender o atendimento para matrículas dos aprovados no Sisu e Pism. “O reitor já entrou em contato com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e aguarda orientação do órgão de como será o posicionamento das universidades”, informa o documento.

Sujeira no campus

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Outro problema observado na UFJF em virtude da greve é a falta de limpeza. Várias lixeiras estão transbordando, e há detritos espalhados pelo campus, principalmente próximo aos locais de coleta. O leitor César Souza, que realiza caminhadas no local, disse que a situação ocorre desde segunda-feira. Segundo ele, ainda há o agravante do mau cheiro para quem frequenta a universidade. Por meio da assessoria, a instituição informou que a limpeza era realizada por funcionários terceirizados.

Contudo, em virtude dos problemas de atraso de pagamento aos servidores no início do ano, muitos pediram demissão e, como a empresa Terceiriza encontra-se inadimplente, ela não conseguiria realizar novas contratações. Este trabalho estava sendo realizado com apoio dos servidores da UFJF, mas, com a greve, a situação ficou mais delicada. Conforme a assessoria, a universidade está tentando contornar a situação, mas ressalta que o volume de trabalho é grande, em virtude do contínuo uso pela comunidade.

Protesto contra Ebserh no HU

Após assembleia realizada no Restaurante Universitário (RU) Centro ontem, os técnicos-administrativos da UFJF seguiram para a unidade Santa Catarina do Hospital Universitário (HU) para realizar um ato de protesto contra a implantação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A ação fez parte da agenda de greve dos servidores. De acordo com o presidente do Sintufejuf, Paulo Dimas, este manifesto também está ocorrendo em outros hospitais universitários do Brasil. “Desde o começo, não concordamos com a implantação da Ebserh, pois temos conhecimento de que a administração dela em outros hospitais não tem dado certo, inclusive, alguns trabalhadores aderiram ao movimento de greve.”

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Paulo Dimas ainda destaca que não há avanços nas negociações junto ao Governo federal, mas que a categoria em Brasília aguarda pelo agendamento de uma reunião para a próxima semana. “Na última sexta, o ministro relator do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Napoleão Nunes Maia Filho, julgou a greve dos servidores como legal e emitiu liminar estabelecendo prazo de dez dias para o Governo receber o comando nacional.”

O funcionamento no HU Santa Catarina segue comprometido, pois, segundo Dimas, não estão havendo novas internações. “Na unidade Dom Bosco, as consultas vêm sendo reduzidas. Não corre o risco de as unidades pararem de vez, pois temos que manter o mínimo de 30% em funcionamento.”

 

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Terceirizados

Após cinco dias em greve, os funcionários da Fundação de Apoio ao Hospital Universitário (FHU) da UFJF retomaram as atividades ontem. Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde, Anderson Stehling, o salário dos servidores foi depositado por volta das 14h. O atraso no pagamento era o motivo pelo qual a paralisação havia sido iniciada. Conforme Anderson, ainda ontem, os trabalhadores reocuparam seus postos. Na última segunda-feira, a UFJF informou que o repasse de recursos feito pelo Fundo Nacional de Saúde havia sido liberado e a expectativa era de que o pagamento fosse realizado até hoje.

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