
José Laerte durante entrevista coletiva nesta sexta
A Secretaria de Saúde quer melhorar o atendimento no Hospital de Pronto Socorro (HPS), mas não pretende fazer investimentos do caixa da Prefeitura em reformas e reestruturação física. A informação é do secretário de Saúde, José Laerte Barbosa, que convocou a imprensa na tarde desta sexta-feira (17) para anunciar as mudanças que pretende implementar. Conforme o secretário, boa parte dos problemas que ocorrem na unidade é de caráter operacional, por isso, as principais alterações serão na gestão da unidade. Os reajustes envolvem mudanças de função, como a do diretor-geral Clorivaldo Rocha Corrêa, que assumirá a direção clínica, e da assistente social Simone Mathiasi, que trabalhará como diretora administrativa. O HPS também passará a contar com um diretor-técnico, mas a Secretaria de Saúde não confirmou o nome de quem assumirá a função. "Hoje, só temos cargo de diretor e chefe de departamento no HPS. A intenção é tentar aprovar uma lei que autorize novos cargos e alteração da estrutura administrativa, mas, enquanto isso não ocorre, vamos fazer esses ajustes de função."
Conforme o secretário, é inviável investir em reformas no prédio porque o edifício é alugado e deve ser desativado após a conclusão do Hospital Regional de Urgência e Emergência. Assim, a aposta consiste no esforço de melhorar o gerenciamento, de completar a equipe de médicos e de corrigir a compra de medicamentos e insumos, que, conforme reportagens da Tribuna, estão em falta desde o início do ano, dificultando o atendimento do pronto socorro. Atualmente, o HPS não conta com o quadro de ortopedistas completo, e o prédio onde funciona não segue as normas da Vigilância Sanitária. "Ao longo do tempo, foram feitas inúmeras reformas sem seguir os parâmetros da vigilância. Por isso, não é possível insistir nesse erro. Mas posso garantir que hoje o HPS é o hospital da cidade mais preparado para salvar vidas. Não existe equipe mais preparada para atender urgência e emergência do que a do HPS", ressalta.
Outra aposta de José Laerte é na transferência de um pediatra para a unidade, para que o município possa contar com recursos do Programa de Fortalecimento das Portas de Urgência e Emergência (Pro-Urge), do Governo de Minas, para realizar melhorias na unidade. No entanto, ele diz não ser possível prever quando isso vai ocorrer, já que serão necessárias adaptações na entrada da unidade. O HPS faz mais de cem mil atendimentos por ano e, conforme a Secretaria de Saúde, os custos são de R$ 930 mil por mês, sem contar o gasto com pessoal, que deve se aproximar de R$ 2 milhões. A unidade tem dez leitos de UTI, 125 de internação, 38 de observação e até 35 psiquiátricos.

