
Zé Kodak puxou cortejo com Rei Momo e Rainha
Neste ano, São Pedro colaborou. Como garante o General da Banda Daki, Zé Kodak, o porteiro do céu preferiu ficar lá em cima, vigiando para que não chovesse. "No ano passado, ele veio brincar aqui embaixo com a gente, e deu no que deu", brincou o comandante da folia, referindo-se ao número reduzido de participantes em 2011, oito mil. Desta vez, o sol forte tirou o juiz-forano de casa, e, segundo dados da Polícia Militar, 25 mil pessoas acompanharam o cortejo, que terminou pouco antes das 17h, próximo à Catedral. Conforme a Funalfa, porém, cerca de 50 mil foliões transitaram pelos pontos do evento desde o início, às 10h. Os trios saíram com apenas 15 minutos de atraso, às 12h45.
Seria um desfile especial, e as pessoas sabiam disso ainda na concentração. "São 40 anos, não 40 dias", lembrou o Rei Momo Marcelo Portela, pouco antes de receber a chave da cidade das mãos do prefeito Custódio Mattos (PSDB), às 12h30. De acordo com Custódio, a Banda Daki representa a essência da festa juiz-forana. "É um momento aberto à participação popular, que resgata o carnaval de rua, assim como o Corredor da Folia", disse, destacando o evento pré-carnavalesco promovido desde o ano passado.
Policiamento
O esquema de policiamento diferenciado adotado pela PM este ano, com blitze desde as saídas dos bairros, garantiu a tranquilidade dos milhares de foliões que se divertiram na Banda Daki. Os gradis instalados pela Prefeitura nas ruas perpendiculares à Rio Branco, inclusive no Parque Halfeld, permitiram abordagens a suspeitos e uma espécie de controle do acesso. A presença de um policial, equipado com binóculo, filmadora e rádio de comunicação, e suspenso em uma "gaiola" por um guindaste, também permitiu a visualização de qualquer sinistro. De acordo com o comandante da 3ª Companhia de Missões Especiais (CME) e responsável pelo sistema de segurança do evento, major Paulo Henrique da Silva, foram registradas cerca de cinco brigas generalizadas na avenida, que foram dispersadas pelos policiais sem a constatação de feridos. Para o comandante da 30ª Companhia, capitão Márcio Coelho, o percurso da Banda Daki foi tranquilo. "Cinco brigas diante de um público de 25 mil é praticamente irrisório."

