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Adolescentes suspeitos de execução são acautelados

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Os adolescentes de 14 e 15 anos, naturais de Montes Claros, suspeitos de envolvimento na execução do camelô Glauco Ramos Ferreira da Silva, 33, terça-feira (17) no Largo do Riachuelo, foram acautelados no Centro Socioeducativo, no Bairro Santa Lúcia, Zona Norte. Já Webert Clayton Barbosa, 25, também envolvido no crime foi levado para o Ceresp. O garoto de 17 anos, apreendido no Bairro Santo Antônio, foi liberado por ter sido descartada sua participação no homicídio, conforme informação da Vara da Infância e da Juventude.

Webert foi autuado por homicídio e por tentativa de assassinato, já que um tiro foi disparado contra uma viatura policial durante perseguição na Avenida Brasil e, por pouco, não atingiu um militar. O suspeito ainda teve o flagrante confirmado por tráfico, em decorrência das drogas encontradas na residência dele, no Santo Antônio, e por corrupção de menores. Este último crime foi imputado a Webert porque a morte do camelô a tiros, em plena luz do dia, na confluência das avenidas dos Andradas e Rio Branco com a Rua Silva Jardim, teria tido a participação dos adolescentes. Mariana Veiga, titular da 7ª Delegacia Distrital, responsável pela investigação do caso informou que os garotos de 14 e 15 anos foram autuados pelos atos infracionais análogos a homicídio, tentativa de assassinato e tráfico de drogas.

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Ontem, cumprindo mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, a PM localizou no apartamento da namorada de Webert, no Santa Luzia, cerca de 200g de pasta base de cocaína, duas balanças de precisão, rádio de comunicação e material para embalagem de drogas.

Imagens

A delegada requisitou as imagens do circuito de vigilância da agência bancária, que teria gravado a chegada dos atiradores e a execução. O Departamento Jurídico do banco vai avaliar o pedido. "Também estamos empreendendo outras diligências para apurar a motivação do crime. Até agora tudo indica que o homicídio esteja relacionado ao tráfico de entorpecente, porque o homem preso atuava na comercialização de drogas na região do Santo Antônio."

Webert se reservou ao direito de só prestar declarações em juízo. Já os adolescentes, contaram versões diferentes. Segundo a PM, as imagens mostraram que um dos suspeitos estava na calçada com capacete na mão, quando outro chegou em uma moto, parou junto ao meio-fio, desembarcou e encontrou com o comparsa. Os dois estavam armados e teriam descarregado os revólveres atirando no ambulante, que teria sofrido cerca de dez perfurações. O último tiro foi dado no rosto, quando ele já estava no chão. Outro disparo chegou a atingir o portão de um edifício residencial. "O número de tiros só será confirmado com o laudo da necropsia", disse a Mariana Veiga.

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Insegurança

Entre moradores e comerciantes da área, a insegurança impera. Ontem uma viatura da PM permaneceu em ponto base durante quase todo o dia, mesmo assim, os relatos ainda são de temor. "Estamos com medo de tudo. Qualquer um que entra na loja de repente é um susto", contou uma comerciante, 43. "Nunca tinha ouvido um tiro. Ele (a vítima) era uma pessoa boa com a gente, sei que tinha mulher e dois filhos, mas a esposa tinha voltado para o Rio. Ontem (terça) ele até me falou que iria procurar uma vaga no albergue para dormir", contou um vendedor ambulante. Segundo o IML, o corpo seria levado nesta madrugada para sepultamento no Rio, cidade de natal da vítima.

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