
Documentos são levados de escritório de advocacia
Atualizada às 14h48
Quatro pessoas foram presas, na manhã desta quinta-feira (17), em Juiz de Fora, durante a operação "Trucatto" da Polícia Federal (PF). A operação apura fraude em licitações públicas, principalmente na modalidade pregão eletrônico, envolvendo um grupo de empresas. Intitulada "Trucatto", a ação cumpriu, além dos quatro mandados de prisão temporária, dez mandados de busca e apreensão, em Juiz de Fora, no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP). Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal da Seção Judiciária da cidade e decorrem de investigação policial. Às 15h30, a PF de Juiz de Fora irá divulgar mais detalhes da ação em coletiva.
Por volta das 10h45, os agentes da delegacia da PF em Juiz de Fora estavam em dois pontos: na Floriano Peixoto, próximo à esquina com a Francisco Bernardino, no Centro, onde funcionaria um escritório de advocacia; e em um call center no Ipiranga, na Zona Sul. Segundo nota enviada pela PF, as "empresas investigadas participavam, concomitantemente, em pregões eletrônicos em diversos estados, utilizando-se de interpostas pessoas, na constituição das firmas, bem como se valiam de outros ardis, com o objetivo de fraudar o princípio da concorrência das licitações públicas." Até o presente momento, nenhuma informação adicional foi divulgada pela PF. A operação também tem a participação de auditores da Receita Federal.
Os envolvidos poderão responder por formação de quadrilha, crimes contra a ordem tributária, falsidade ideológica, falsificação de documentos, entre outros. O nome da operação faz alusão ao "dado maliciosamente modificado de forma que uma ou mais faces têm mais chance de sair do que as outras", segundo consta na nota.

