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Força-tarefa consegue chegar a cinco suspeitos de participação em crime na Uaps de Sta. Rita

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Ação das polícias Civil e MilitarCinco suspeitos de envolvimento na execução de Maxwell Ferreira Guedes, 25 anos, ocorrida no dia 1º, dentro da Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) do Bairro Santa Rita, Zona Leste, foram capturados na manhã de ontem durante força-tarefa integrada pelas polícias Civil e Militar. Os dois adolescentes, de 16 e 17 anos, e um jovem, 23, que teriam efetuado os disparos que resultaram nas 18 perfurações sofridas pela vítima, além de uma mulher, 20, e um homem, idade não informada, que teriam participação indireta, foram detidos mediante mandados de prisão e apreensão expedidos pela Justiça. A investida policial na Zona Leste ainda contou com a apreensão de outro adolescente e a prisão de mais cinco adultos que, conforme as investigações, estariam relacionados a outros dois assassinatos de jovens ocorridos nos meses de julho e agosto na mesma região. Segundo o titular da Delegacia de Homicídios, Rodrigo Rolli, depois da primeira morte, pessoas ligadas à vítima vingaram o crime com mais um assassinato, que novamente foi revidado com a execução pública de Maxwell, na frente de mais de 50 pessoas.

Rolli lembrou que, nesta semana, morreu Flávio Otoni Rodrigues, 50, que não tinha qualquer ligação com os envolvidos no crime, mas foi atingido por um tiro no tórax enquanto aguardava atendimento na Uaps, ao lado do alvo dos criminosos. Desde o episódio, ele ficou internado em estado grave no CTI do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, mas não resistiu, e seu óbito foi constatado na manhã de terça-feira. “Infelizmente morreu também um inocente, que nada tem a ver com o fato, e isso nós não vamos permitir.” Na manobra, as polícias ainda cumpriram 11 mandados de busca e apreensão e apreenderam um revólver com munições, porções de crack e materiais usados na embalagem de entorpecentes. “Sabemos que esses homicídios têm como pano de fundo o tráfico de drogas, tanto que apreendemos esses materiais”, observou o delegado.

Também à frente da operação, o comandante da 70ª Companhia da PM, capitão Marcelo Alves, disse que atuaram 15 militares em cinco viaturas. “Trabalhamos de forma integrada e conjunta para identificar esses alvos e retirá-los de circulação. Queremos que Juiz de Fora seja uma cidade mais tranquila.” Para Rolli, a expectativa é também de que os crimes diminuam na região. “Conseguimos reunir os principais alvos, principalmente os relacionados ao crime na Uaps do Santa Rita, que veio como resposta a outros homicídios. Nosso objetivo foi dar um basta aos homicídios nesta região, por isso pegamos integrantes das duas facções.”

O delegado reforçou o fato de os 11 detidos na operação serem suspeitos de três assassinatos interligados. O primeiro aconteceu no dia 13 de julho, quando Gustavo Pereira Borcard, 19, foi morto a tiros na Rua Rômulo Ribeiro de Castro, no Santa Rita. Ele estava na companhia da namorada quando foi surpreendido por um atirador e não resistiu às perfurações à bala no lado direito das costas e no abdômen. Já em 3 de agosto, Thiago Teodoro Amancio, 23, morreu e outro rapaz, 19, ficou ferido ao serem alvejados por tiros disparados próximo ao campo de futebol do Bairro Progresso, também na Zona Leste. As vítimas estavam no interior de um Golf parado na Rua Deputado Arlindo Leite e se preparavam para deixar o campo, quando foram surpreendidas por dois ocupantes de um Fiat Uno. Usando touca ninja, a dupla desembarcou armada e abriu fogo contra o carro. Alvejado no rosto, tórax e abdômen, Thiago foi socorrido, mas chegou sem vida ao HPS. “O caso da Uaps está totalmente apurado, mas ainda vamos continuar trabalhando para prender mais envolvidos nos outros dois crimes”, afirmou Rolli.

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Resposta imediata
O capitão Marcelo Alves reiterou que a força-tarefa integrada de resposta imediata a homicídios vai permanecer em ação. “Vamos continuar com essas operações para retirar de circulação o infrator, que, infelizmente, tem sensação de impunidade.” Os sete homens presos foram encaminhados ao Ceresp, a mulher à Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, e os três adolescentes acautelados no Centro Socioeducativo, no Bairro Santa Lúcia.
O delegado falou da importância do apoio do Ministério Público e Poder Judiciário e afirmou que a “polícia não trabalha sem ajuda da sociedade”. “Havia 50 pessoas na Uaps, mas ninguém quis depor, porque todos temem. Mas temos ferramentas importantes de denúncias anônimas, como o 181 (Disque-Denúncia Unificado- DDU).” Qualquer informação que possa contribuir para as investigações também pode ser repassada anonimamente pelos telefones da Delegacia de Homicídios 3235-6521 e 3235-6478.

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