Uma nova ferramenta para médicos, estudantes de medicina e outros profissionais de saúde promete aumentar a segurança para os pacientes. Como parte das comemorações pelo Dia do Médico, comemorado em 18 de outubro, foi lançado, nesta segunda-feira (17), o site prescrevo.com. Entre outras funcionalidades, o site é capaz de apontar os riscos de interação entre os medicamentos prescritos pelo médico além de emitir o receituário impresso. O site é fruto de um ano e meio de pesquisa dos médicos Júlio Abreu e Bruno Valle, ambos do Hospital Universitário da UFJF, e José Jardim, da Unifesp e é o primeiro do país a fornecer prescrição eletrônica e consulta farmacológicas integradas. O programa disponibiliza a receita com o nome do medicamento de marca, do genérico e do princípio ativo, potencializando o poder de escolha do paciente na hora da compra. A ferramenta ainda acaba com o problema das receitas ilegíveis, evitando que o paciente ou o farmacêutico tenham dúvidas quanto à dosagem e administração dos fármacos.
O acesso é restrito a profissionais de saúde, que, para usá-lo, precisam validar o cadastro no site com informações profissionais, como o número de registro junto ao Conselho Regional de Medicina. Isso impede que leigos tentem usar o banco de dados para auto-medicação ou para indicar medicamentos a terceiros. O programa conta também com a mesma tecnologia de segurança aplicada a sites bancários, para evitar fraudes na emissão do receituário. "Independente de falsear as informações para invadir o site, é preciso lembrar que se conseguir fazer isso, a pessoa ainda terá de assinar e carimbar a receita para que ela tenha validade e há implicações legais pelas quais terá que responder", alerta Valle.
Para os estudantes, o site funciona como uma biblioteca virtual para pesquisas. "Já estão cadastrados mais de 10 mil medicamentos e, como o programa é baseado na web, ele está constantemente sendo atualizado", destaca Abreu. "Além do ganho de produtividade e de facilitar o trabalho do médico, as informações sobre interação, como uma alergia apontada por algum paciente, estarão sempre disponíveis. Essa informação acabaria se perdendo ao longo do tempo se estiver apenas em uma ficha médica", completa o desenvolvedor do projeto. Segundo ele, mais de 2 mil médicos e 1.500 estudantes já têm acesso ao site.
