
Juiz de Fora subiu 70 posições em relação a 2024 no Ranking de Competitividade dos Municípios Brasileiros com população acima de 80 mil habitantes. A cidade agora ocupa o 58º lugar no país e o 4° entre as cidades mineiras. A análise leva em consideração três dimensões: instituições, sociedade e economia. Apesar do avanço em relação a outros municípios, os dados relacionados à saúde chamam atenção. De acordo com o levantamento, o acesso aos serviços de saúde em Juiz de Fora aumentou (25° lugar), no entanto, a qualidade do mesmo diminuiu (254°).
Na categoria de acesso, o ranking avalia fatores como cobertura da atenção primária e cobertura vacinal, que cresceram em 2024, além da saúde suplementar e do atendimento pré-natal, que apresentaram redução no mesmo período. Já no critério de qualidade, são considerados indicadores como mortalidade materna, mortalidade infantil, desnutrição e mortalidade por causas evitáveis, que tiveram queda. O único fator em crescimento foi a obesidade infantil.
De acordo com a cientista política Christiane Jalles, professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e diretora do Centro de Pesquisas Sociais (CPS/UFJF), o resultado mostra a necessidade de acompanhamento contínuo. “Apesar da melhoria no indicador acesso à saúde, os poderes públicos municipais precisam estar atentos à qualidade dos serviços”, afirmou.
A pesquisadora ressaltou ainda que o avanço da cidade no ranking evidencia a atuação da gestão pública. Segundo ela, a competitividade é medida por meio de 65 indicadores, permitindo comparar o desempenho de diferentes municípios. “A melhor posição de Juiz de Fora em 2025 nesse índice indica que a cidade ficou mais competitiva em relação aos municípios que também integram o índice e formam o Ranking”, explicou.
Em nota enviada à Tribuna, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) afirmou que acompanha diferentes índices de eficiência de políticas públicas, “valendo-se deles para eventualmente planejar ou revisar o desenho das ações de competência do município”.
Como funciona o ranking
Na sexta edição, o Ranking de Competitividade dos Municípios avaliou 418 cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes, o que corresponde a mais de 60% da população nacional. O levantamento utiliza 65 indicadores distribuídos em 13 pilares temáticos, agrupados em três dimensões: instituições (sustentabilidade fiscal e funcionamento da máquina pública), sociedade (saúde, educação, segurança, saneamento e meio ambiente) e economia (inserção econômica, inovação, capital humano e telecomunicações).
O objetivo do estudo é fornecer subsídios para gestores públicos e investidores privados. No setor público, funciona como diagnóstico para orientar decisões na gestão e na competitividade local. Para o setor privado, apresenta critérios de atratividade e potencial econômico dos municípios, contribuindo para decisões de investimentos.
Os Rankings de Competitividade dos Estados e dos Municípios são elaborados pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com base em dados oficiais. O instituto afirma que utiliza sempre as informações mais recentes disponíveis para garantir que os indicadores reflitam a realidade atualizada.

