De janeiro a julho deste ano, 1.238 pessoas foram atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Juiz de Fora por sofrerem acidentes de transporte, segundo o Datasus. Foram registrados, ainda, 21 óbitos no mesmo período, pelo mesmo motivo. Os dados apontam a necessidade de se discutir a educação no trânsito, objetivo da Semana Nacional do Trânsito (SNT), cuja programação tem início nesta terça-feira (18). Audiência pública prevista para as 15h, na Câmara Municipal, chama atenção para o trânsito em Juiz de Fora.
Este ano, a semana traz como tema “Nós Somos o Trânsito”, e, em Juiz de Fora, será organizada pela Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) em parceria com a Comissão Municipal de Segurança e Educação no Trânsito (Comset). A abertura acontece às 9h, no Calçadão da Rua Halfeld, em frente ao Cine-Theatro Central, com simulação de socorro com o Corpo de Bombeiros e apresentação da banda da Polícia Militar.
De 18 a 25 de setembro, a programação contará com ações educativas, como palestras e blitze, focadas na transformação de atitudes no trânsito, a fim de promover um ambiente mais seguro e engajar a todos para a diminuição de acidentes e a valorização da vida, de acordo com informações da Settra. Todas as atividades da semana podem ser conferidas no site da PJF (www.pjf.mg.gov.br).
‘Nós somos o trânsito’
A Semana Nacional do Trânsito é prevista pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em seu artigo 326. Anualmente, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) define temas e cronogramas de campanhas de âmbito nacional que deverão ser promovidas por todos os órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito. O “Nós somos o Trânsito” traz a responsabilidade para todos que lidam com o trânsito diariamente.
“Esse é o grande diferencial do tema, é realmente uma chamada de consciência de que todos têm que fazer a sua parte em prol da vida, do respeito e da segurança. Só assim vamos conseguir minimizar os índices de acidentes de trânsito e estabelecer paz e uma boa convivência”, explica Ana Beatriz Chaves, assessora técnica da Settra e presidente da Comset. “Quando é proposto esse tipo de abordagem, de forma alguma tira a responsabilidade do poder público em tratar as questões de engenharia, de fiscalização, e, inclusive, questões de educação e comportamentos que tragam a segurança no trânsito. Não é uma isenção do poder público de fazer esses tratos, mas traz também que não adianta só o poder público disponibilizar para a população toda essa infraestrutura de trânsito, se o comportamento da população não for condizente para que se tenha respeito a vida”, finaliza.

