Diante do alto índice de homicídios registrados no ano passado em Juiz de Fora, com um recorde de 154 casos, segundo levantamento feito pela Tribuna e divulgado em reportagem no último domingo, o Poder Público Municipal garante que tem propostas para tentar ajudar a reverter esta situação de escalada da violência. De acordo com a assessoria de Comunicação da Prefeitura, o Executivo pretende dinamizar o Gabinete de Gestão Integrada Municipal e instalar o Conselho Municipal de Segurança Urbana e Cidadania, com representantes governamentais e da sociedade civil. O objetivo será traçar metas constantes, com base no Plano Municipal de Segurança Urbana e Cidadania, e buscar recursos municipais, estaduais e da União para o Fundo Municipal de Segurança Urbana e Cidadania.
A Prefeitura ainda pretende fortalecer o programa Olho vivo e estender o monitoramento de câmeras para outras áreas; criar um programa de mediação e tratamento de conflitos para crianças, adolescentes e jovens envolvidos nas disputas de poder nos diversos territórios municipais, incentivar iniciativas e compromissos comunitários que busquem a redução das infrações, vitimização e insegurança, valorizando o papel das lideranças municipais.
A administração municipal promete ainda discutir, entre as suas secretarias, a implantação do sistema integrado de monitoramento constante, através do Olho vivo, da Central de Controle e Monitoramento da Settra, das câmeras instaladas no transporte coletivo urbano e no individual, além dos sistemas de radares.
Ainda como forma de contribuir com os órgãos de segurança pública estaduais para mudar a realidade de violência nestas áreas, o Executivo municipal criou, no ano passado, a Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Sesuc), cuja função prevê uma articulação com as polícias Militar, Civil e Federal, a fim de que o Executivo tenha uma atuação mais célere nos contatos com os demais órgãos de segurança.
De acordo com a assessoria de comunicação da Prefeitura, a administração ainda tem buscado fortalecer os movimentos a favor da cultura da paz e da consciência dos direitos humanos nas parcerias que efetua e na integração de programas de diversas secretarias, com ações de prevenção, através do lazer, da cultura e do esporte, buscando a participação das comunidades. Na Vila Olavo Costa, por exemplo, bairro com o maior número de mortes levando-se em conta os últimos cinco anos (34 casos), foi inaugurado, em junho de 2016, o Núcleo Travessia, que também atende a população da Vila Ideal. Trata-se de um equipamento que busca promover a intersetorialidade entre as políticas públicas e a sociedade através de projetos, programas, serviços e ações.
O bairro ainda conta com uma unidade do Curumim, com 220 atendidos, buscando estimular a formação cidadã de crianças e adolescentes, por meio de práticas esportivas, artísticas e culturais. No Linhares e Santa Cândida, por meio de convênio com a Secretaria de Desenvolvimento Social, funciona a Associação Assistencial Criança Feliz, uma ONG que atende crianças em tempo integral ou parcial. O convênio realiza serviço de convivência e fortalecimento de vínculos, para crianças e jovens de 6 a 14 anos. Ainda na Zona Leste, onde ficam os dois bairros, a Prefeitura conta com o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Leste Linhares, que é a principal porta de entrada para os serviços da proteção básica. O Curumim também está presente no São Benedito, com 220 atendidos. O bairro ainda conta uma unidade do Cras.
No caso dos bairros Santo Antônio, Jardim Natal, Santa Rita, Vila Esperança II, Furtado de Menezes, São Judas Tadeu, Parque das Águas e Santa Cândida, a Prefeitura destaca que desenvolve o programa Gente em Primeiro Lugar.
A Região Central, onde foram registradas 17 mortes violentas, serviu de cenário para diversos embates entre gangues rivais. Nela, a Prefeitura afirma que atua por meio do Cras, da Casa do Pequeno Artista e da Casa Menina Artesã. Os projetos são voltados para adolescentes e trabalham com inclusão social por meio da realização de atividades artísticas, oficinas de formação e geração de renda. O Centro também conta com o programa Gente em Primeiro Lugar. Na Zona Norte, em Benfica, através da Praça CEU, são oferecidas 14 oficinas, como capoeira, artesanato, teatro e dança entre outras. Atualmente, 1.200 pessoas participam das atividades. Além disso, a Praça CEU tem projetos de incentivo cultural e esportivo e ainda empresta o espaço para realizações de práticas esportivas, mediante agendamento prévio. Benfica também conta com uma unidade do Curumim, com 120 atendidos, e outra do Cras, órgão que também está presente no Ipiranga, na Zona Sul.
CONTRA AS DROGAS
A Administração conta com o “JF + Vida”, que é um Plano Municipal Integrado sobre Crack, Álcool e Outras Drogas. O objetivo é buscar realizar uma política pública voltada para as questões das drogas, oferecendo uma alternativa aos cidadãos com problemas decorrentes do uso de drogas e a seus familiares, com foco na prevenção e cuidado.
Neste viés, a Prefeitura destaca os programas “JF Lazer”, “Bom de Bola”, Grupo de Apoio e Prevenção nas Escola (Gape), “Poupança Jovem”, Cras, “Ciranda Cidadã”, entre outros. No foco cuidado, o plano visa a implantar uma rede de atenção psicossocial e promover a integração intersetorial através de oficinas regionais, como serviços de abordagem social, Creas, capacitação de trabalhadores, entre outros. Através da Secretaria de Esporte e Lazer, o “JF Esporte e Cidadania” tem a finalidade de levar atividade física e esportiva para a população a partir de 5 anos de idade, de forma gratuita, nas regiões da cidade.
