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Irregularidades em empresa de JF teria dado início à operação Alquimia

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Uma operação conjunta entre a Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal, deflagrada nesta quarta-feira (17), levou à prisão de 18 pessoas e desmantelou um suposto esquema de sonegação fiscal, que produziu um rombo de R$ 1 bilhão aos cofres da União. De acordo informações divulgadas pelo site do jornal "Estado de São Paulo", os primeiros indícios teriam surgido na década de 1990, quando a Receita Federal juiz-forana teria descoberto irregularidades nas contas da empresa Zwrox Distribuidora de Produtos Químicos Ltda, que suspeita-se ter feito parte do esquema. Segundo informações do site "Folha.com", esta empresa tinha como "sócios" um pedreiro e um motorista e teria movimentado R$ 32 milhões entre 1996 e 2009. O golpe envolvia empresas "laranjas", em sua maioria especializadas em compra de produtos químicos.

O coordenador nacional da operação, delegado da Polícia Federal de Minas Gerais Marcelo Freitas, explica que os "laranjas" compravam produtos químicos e distribuíam para o restante das empresas da suposta organização criminosa. Quando chegava a cobrança do imposto das compras, as "laranjas" abriam falência, sem pagar a dívida com a Receita.

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Mandados saíram da 3ª Vara da Justiça Federal de JF

Todos os 160 mandados, sendo 31 de prisão e 129 de busca e apreensão, cumpridos durante a operação "Alquimia", teriam sido expeditos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Juiz de Fora. O juiz responsável pelos mandados não quis se pronunciar. Em 2009, a polícia e a Receita descobriram que o grupo era ramificado em 300 empresas, parte delas com sede no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas.

Entre os supostos crimes praticados pelo grupo estariam sonegação fiscal, fraude à execução fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Participam da operação cerca de 90 auditores fiscais da Receita Federal e de 500 policiais federais em 17 estados e no Distrito Federal. Os estados onde ocorre a operação são: Minas Gerais, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Alagoas, São Paulo, Santa Catarina, Sergipe, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará e Piauí.

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Ilha com cerca de 20 mil m² foi confiscada no litoral de Salvador

As apreensões

As maiores apreensões ocorreram na Bahia, onde até uma ilha, com cerca de 20 mil m², na região costeira de Salvador foi confiscada, além de várias aeronaves, lanchas, carros de luxo, imóveis residenciais e parques industriais. A operação é realizada em 17 Estados e no Distrito Federal, com a participação de 650 agentes da PF, além de auditores da Receita Federal.

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