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UFJF e Ministério Público firmam acordo para prevenir violência contra a mulher no ambiente universitário

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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) assinaram, nesta sexta-feira (17), um protocolo de intenções para prevenir a violência contra a mulher no ambiente universitário. O acordo prevê a adesão da instituição de ensino à campanha Alerta Lilás, que relaciona a saúde da mulher à prevenção do feminicídio.

Em espaços acadêmicos, a universidade passará a divulgar materiais da campanha com orientações sobre a Lei Maria da Penha, tipos de violência, medidas protetivas e canais de denúncia, como o Disque 180. A temática da violência contra a mulher será incluída nos cursos, especialmente na área da saúde, com discussões sobre identificação de casos, atendimento às vítimas e políticas públicas de enfrentamento.

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Também está prevista a realização de seminários, atividades educativas e formações complementares sobre violência de gênero, além da análise da inserção do tema nos estágios e internatos dos cursos de graduação.

O Procurador-geral de Justiça Paulo de Tarso Morais Filho, o vice-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Telmo Ronzani e a promotora Giovanna Carone Nucci Ferreira durante a cerimônia de assinatura do acordo (Foto: MPMG)

Consciência na Universidade

“Como a universidade faz parte da sociedade, esse é um tema que precisa também estar circulando e sempre estar na consciência de toda a comunidade da universitária também”, destacou o vice-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, Telmo Ronzani. Segundo o representante, a instituição tem políticas próprias para combate a feminicídio e a violência de gênero, como redes de apoio, de prevenção e de conscientização que acompanham e acolhem casos específicos — como informou, nenhum deles está relacionado ao feminicídio até então.

Ao defender a necessidade de campanhas como o Alerta Lilás, Ronzani também manifestou que, apesar de normalizado, o machismo e toda a violência de gênero não podem ser mais tolerados. “A gente está em novos tempos dentro desse marco civilizatório, onde é preciso ter o respeito às mulheres em todos os sentidos. Então isso é uma ação que precisa ser feita e está constantemente no dia a dia sendo reforçado.”

Formação como prevenção

Em discurso, o Procurador-geral de Justiça Paulo de Tarso Morais Filho apontou a necessidade de “atuar nas raízes do problema” para reduzir as taxas de violência contra a mulher no Brasil. “Os estudantes de hoje serão, em pouco tempo, médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, professores e gestores públicos. Muitos deles estarão entre os primeiros a perceber que uma mulher precisa de ajuda. Reconhecer sinais de violência, acolher com respeito e orientar o acesso à rede de proteção são competências que devem fazer parte da formação profissional”, destacou.

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A coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO-Saúde), Giovanna Carone Nucci Ferreira, destacou o ambiente universitário como um espaço privilegiado para despertar a noção do cuidado necessário. “Investir na formação dos estudantes é investir na prevenção. Cada aluno sensibilizado hoje poderá fazer a diferença de centenas de mulheres.”

Sobre as expectativas de expansão do Alerta Lilás, a promotora Denise Guerzoni Coelho afirmou que o programa ganhou um contorno nacional e revelou a intenção de fazer da plataforma SUS uma porta de entrada, de acolhimento e de proteção às vítimas. Denise também destacou a atuação conjunta entre diferentes instituições. “Hoje não se espera ações avulsas individuais, hoje se espera as iniciativas integradas, sistema de Justiça, de educação, de segurança, de saúde, de maneira que a gente possa cumprir efetivamente o que propõe o Pacto Nacional contra o Feminicídio.”

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